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Correio da Manhã

Economia
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Orçamento suplementar aprovado no Parlamento

Proposta destina-se a responder às consequências económicas e sociais provocadas pela pandemia de covid-19.
Lusa e P.Z.G. 3 de Julho de 2020 às 07:56
Assembleia da República
Assembleia da República FOTO: António Cotrim/Lusa

A Assembleia da República aprovou esta sexta-feira, em votação final global, a proposta de Orçamento Suplementar do Governo, que se destina a responder às consequências económicas e sociais provocadas pela pandemia da covid-19.

A proposta foi aprovada apenas com os votos favoráveis do PS, a abstenção do PSD, BE e PAN e os votos contra do PCP, CDS-PP, PEV, Iniciativa Liberal e Chega.

A deputada não inscrita Cristina Rodrigues (ex-PAN) absteve-se e Joacine Katar Moreira (ex-Livre) estava ausente no momento da votação.

O Governo esteve na sessão de hoje para a votação final global do orçamento, que aconteceu às 12:53.

Além do primeiro-ministro, António Costa, estiveram os ministros das Finanças, João Leão, da Economia, Pedro Siza Vieira, do Trabalho, Ana Mendes Godinho, e o secretário de Estado Adjunto, Tiago Antunes.

Os membros do executivo acompanharam todas as votações e ouviram as declarações de voto das bancadas, PCP, PSD, CDS, PAN e PEV.

No final, eram 13:20, o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, agradeceu a presença e do Governo e exclamou: "Ao trabalho, todos."

A proposta, que prevê uma queda do produto de 6,9% e necessidades de financiamento extra na ordem dos 13 mil milhões de euros, tinha sido aprovada na generalidade no dia 17 de junho, apenas com os votos contra do CDS-PP, Chega e Iniciativa Liberal.

Tal como aconteceu hoje, na votação na generalidade só o PS votou a favor e os restantes, PSD, BE, PCP, PAN, PEV e a deputada não inscrita Joacine Katar Moreira, abstiveram-se.

"Este é o orçamento de o País precisa"
António Costa falou, no final da aprovação do orçamento suplementar e considerou que "este não é o tempo para austeridade". O primeiro-ministro elogiou que as proposta no documento protegem os rendimentos e as empresas e salientou que "este é o orçamento que o País precisa".

Sobre o acordo na TAP, António Costa admitiu ser "permatura" adiantar o que será o futuro da companhia, quando questionado dobre se o Estado pretende vender a TAP depois de a recuperar. "O que importa agora é o projeto de restruturação a apresentar", afirmou.

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