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Correio da Manhã

Economia
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PASSES MAIS PENALIZADOS

O aumento dos transportes públicos a partir do próximo dia 1 de Outubro vai penalizar mais os passes do que os bilhetes, apurou ontem o Correio da Manhã. É que devido aos trocos os preços dos bilhetes não podem aumentar tanto, enquanto os passes sociais podem reflectir integralmente os 2,9 por cento, a percentagem máxima autorizada.
18 de Setembro de 2004 às 00:00
Os valores exactos dos aumentos por transporte público só deverão ser conhecidos na próxima segunda-feira, a data limite para comunicar os novos tarifários aos utentes.
O aumento intercalar dos transportes públicos vai pesar mais nos bolsos dos utilizadores regulares, ou seja, dos passageiros que compram passe social. Serão eles a garantir que o aumento definido pelo Estado vai ser mesmo de 2,9 por cento e não inferior a esse valor.
Isto porque os transportadores têm de ter em conta os trocos e a facilidade na transacção, sob pena de “provocar atrasos nos autocarros”, explicou fonte do sector.
“Não é prático, por exemplo, ter um bilhete que implique sete cêntimos”, concretizou a mesma fonte.
Uma limitação confirmada ao nosso jornal por Alfredo Silva, presidente da Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (Antrop), que garantiu mesmo que “há casos em que os bilhetes nem sequer vão ser aumentados”.
Razão pela qual esta associação de empresas do sector garanta que apesar de o Governo ter permitido aumentos de 2,9 por cento, na realidade a subida média situar-se-á “apenas nos 1,6 por cento”.
As transportadoras preparam-se agora administrativamente para as subidas dos tarifários, uma medida autorizada pelo Governo com vista a limitar os efeitos negativos dos sucessivos aumentos dos combustíveis.
Nesse sentido, os preços dos transportes públicos de passageiros vão passar a ser indexados ao preço do petróleo e revistos trimestralmente, a partir de Outubro.
A medida foi anunciada já no início deste mês tendo na altura sido publicado que o limite se ficaria pelos três por cento.
Com esta subida de 2,9 por cento, os transportes públicos vão chegar ao fim do ano com um aumento de 6,8 por cento.
Esta é apenas uma das primeiras medidas do novo ministro dos Obras Públicas, Transportes e Telecomunicações, António Mexia, a envolver o sector dos transportes públicos.
Outra das áreas que deverá em breve sofrer alterações é a da variedade de títulos de transporte. De acordo com o ministro, existem neste momento, só na área da Grande Lisboa, cerca de 400 títulos de transportes diferentes. A intenção de António Mexia é a de reduzir substancialmente esse número, facilitando a opção pelos transportes.
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