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Correio da Manhã

Economia

Passos Coelho admite que função pública se sentirá "mais penalizada"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admitiu esta terça-feira que os funcionários públicos "se sentirão mais penalizados do que os restantes cidadãos" e considerou que "será um desafio imenso" mobilizar a Administração Pública portuguesa.
25 de Outubro de 2011 às 16:49
Primeiro-ministro considerou um "desafio imenso" mobilizar a Administração Pública
Primeiro-ministro considerou um 'desafio imenso' mobilizar a Administração Pública FOTO: André Kosters/Lusa

"Concordo que será um desafio imenso o de mobilizar a nossa Administração Pública para um processo de rejuvenescimento e de requalificação e de maior dignificação da própria Administração quando eles, funcionários públicos, se sentirão mais penalizados do que os restantes cidadãos", afirmou Passos Coelho.

"Ficaremos a dever essa consciência aos funcionários públicos", acrescentou o primeiro-ministro, que falava durante uma conferência promovida pelo Diário Económico, num hotel de Lisboa.

Segundo Passos Coelho, o que o Governo pode fazer para mobilizar os funcionários públicos é mudar as regras para que "pessoas menos preparadas, menos competentes" deixem de "atingir os lugares de chefia" e de dar ordens a quem tem "mais experiência e mais saber".

"Nós reconhecemos o esforço que eles vão fazer e queremos retribuir em dignidade, porque não o podemos fazer de outra maneira, a consideração que temos por todo o sector público. Nós vamos precisar muito do sector público para poder melhorar a qualidade da intervenção do Estado. E precisamos de dar um quadro de incentivo para aqueles que permanecem na Administração", disse.

Passos Coelho referiu que, embora isso não aconteça com a média dos funcionários públicos, "os altos quadros da Administração" têm "em regra" remunerações inferiores às daqueles que exercem funções semelhantes no sector privado.

De acordo com o primeiro-ministro, "isso tem constituído um desincentivo muito grande", mas não é possível "mexer nesse sistema nesta altura".

"O que podemos, pelo menos, dizer às pessoas é que as consideramos que não podemos pôr à frente dos serviços gente menos qualificada do que a que lá está a dar as orientações e a exercer o comando. Podemos começar por aqui", completou.

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