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Correio da Manhã

Economia

Passos Coelho: "Desemprego vai aumentar este ano"

O primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, considerou este domingo que a economia nacional poderá "começar a crescer" em 2013, mas admitiu que o desemprego ainda vai aumentar em 2012.

19 de Fevereiro de 2012 às 15:06
Governo prevê que taxa de desemprego possa crescer até aos 13,5% durante 2012
Governo prevê que taxa de desemprego possa crescer até aos 13,5% durante 2012 FOTO: Reuters

"Termos um programa de assistência económico-financeira que vai durar até 2014 e nos termos desse programa está previsto que, para o final deste ano, comece já a haver uma inversão do ciclo", disse o primeiro-ministro em Gouveia, no final de uma visita à feira do queijo da Serra da Estrela.

Passos Coelho acrescentou que "isso significa que a nossa perspectiva é que 2013 seja já um ano em que, gradualmente, a economia portuguesa vai começar a crescer".

"O desemprego não poderá aumentar como tem aumentado" embora aponte que "irá aumentar durante estes primeiros seis meses e haverá já um clima de alguma retoma que nos sinalizará o crescimento que pode vir em 2013", sublinhou.

Passos Coelho referiu ainda que, dos indicadores disponíveis, "não há nada" que alerte "para uma dificuldade que não estávamos a contar".

O primeiro-ministro disse esperar que as reformas em curso e "o bom desempenho orçamental" possam "conduzir o país lá mais para o final deste ano, ao início de uma recuperação". No entanto, alertou que "a taxa de desemprego vai subir nos próximos meses".

Passos Coelho lembrou que o país acabou o ano de 2011 com uma taxa de desemprego de 12,7 por cento "e a previsão do Governo é que a taxa de desemprego possa ainda crescer até cerca de 13,4 ou 13,5 por cento, durante o ano de 2012, o que é natural porque há efeitos recessivos que ainda se estão a manifestar".

Porém, considerou "importante que as pessoas saibam que o Governo está preparado para apoiar os desempregados", incluindo os jovens.

Contudo, o primeiro-ministro acrescentou que o Estado "não pode ficar a pagar subsídios de desemprego a vida inteira", por isso considerou que "a economia tem de criar oportunidades de emprego para absorver aquelas pessoas que estão involuntariamente nessa situação".

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