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Correio da Manhã

Economia
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Patrões dizem que é preferível baixar salários a perder empregos

O presidente da Confederação Empresarial de Portugal (CIP), António Saraiva, defendeu esta terça-feira que é preferível baixar salários a aumentar os níveis de desemprego no País.
25 de Outubro de 2011 às 12:34
O presidente da CIP pede ao Governo que crie uma bolsa de horas de trabalho
O presidente da CIP pede ao Governo que crie uma bolsa de horas de trabalho FOTO: Pedro Catarino

Ainda assim, o líder do patronato rejeitou a ideia de estender às empresas privadas os cortes nos subsídios de férias e de Natal.

"O corte dos subsídios na Função Pública é corte na despesa e a alternativa a isso seria promover os despedimentos na função pública", explicou António Saraiva. Quanto às empresas, "elas já vêm fazendo cortes há cinco ou seis anos, o desemprego elevado que está colocado vem dos privados e há toda uma reestruturação de custos que o sector privado vem fazendo".

"Até ao final do ano é fulcral que se crie um plano para a nossa economia ou o desemprego será superior ao que está previsto no Orçamento", disse António Saraiva na conferência sobre o Orçamento do Estado para 2012 promovida pelo 'Diário Económico'.

António Saraiva revelou ainda que os patrões apresentaram ontem ao Governo "uma proposta para que a meia hora extra de trabalho por dia leve à alteração do período normal de trabalho e que se constitua uma bolsa anual de trabalho." "[Propomos que] as empresas, de acordo com essa bolsa anual, possam utilizar esta meia hora de trabalho de acordo com a sazonalidade, aumentos de volume de trabalho. Cada empresa geria esta meia hora num bolo anual de acordo com a sua especificidade e necessidades", acrescentou.

"Uma vez que não obtivemos a redução da Taxa Social Única, que iria aliviar a tesouraria das nossas empresas, iria reduzir os custos unitários de trabalho, teremos que ter o aumento do período de trabalho", justificou

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