Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
2

Paulo Portas “devia estar calado”

O ex-ministro das Finanças Medina Carreira considerou, este sábado, que o líder do CDS-PP “devia estar calado se queria cuidar dos interesses nacionais”.
20 de Outubro de 2012 às 19:03
O ex-ministro das Finanças lembrou que alertou para a crise dez anos antes de ela acontecer e que, na altura, o chamaram de “louco”
O ex-ministro das Finanças lembrou que alertou para a crise dez anos antes de ela acontecer e que, na altura, o chamaram de “louco” FOTO: Pedro Catarino/Arquivo CM

Durante a apresentação do novo romance de José Rodrigues dos Santos, ‘A Mão do Diabo’, que ocorreu na Sociedade de Geografia de Lisboa, o fiscalista comentou deste modo as declarações de Paulo Portas, que sublinhou que “Portugal não pode ter uma crise política” na situação actual.

“Este é um assunto que não interessa nada”, continuou sobre a crise da coligação PSD/CDS-PP.

Numa discussão onde se falou sobre as origens e os efeitos da crise financeira mundial – tema do romance do também jornalista da RTP –, Medina Carreira alertou para o lado “profundamente mau” do sistema político português e acrescentou que “não houve nenhum chefe do Governo que tenha sido eleito por dizer a verdade”.

O ex-ministro das Finanças lembrou que alertou para a crise dez anos antes de ela acontecer e que, na altura, lhe chamaram de “louco”: “Havia centenas de pessoas que diziam que era doido e que hoje estão encolhidas.”

Já José Rodrigues dos Santos explicou que não há crise da dívida pública “sem austeridade” e que quem disser o contrário merece “um Nobel da economia”.

“A austeridade não é boa, faz mal à saúde. Mas as opções são muito más ou péssimas”, disse o escritor.

paulo portas medina carreira coligação crise dívida josé rodrigues dos santos a mão do diabo
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)