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Correio da Manhã

Economia
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PCP insiste numa "efetiva renegociação" da dívida pública portuguesa

Jerónimo de Sousa reitera que a proposta do PS e do BE "fica aquém do necessário".
Lusa 29 de Abril de 2017 às 16:48
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa, Secretário Geral do PCP
Jerónimo de Sousa
Jerónimo de Sousa

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, defendeu hoje "uma efetiva renegociação" da dívida pública, reiterando que a proposta do PS e do BE "fica aquém do necessário".

Da parte de Portugal, segundo Jerónimo de Sousa, importa que o Governo assuma o "enfrentamento dos interesses e objetivos da União Europeia e de todos quantos especulam" com a dívida pública nacional.

"Sem prejuízo da concretização de micro soluções como aquelas que PS e BE avançam -- manifestamente insuficientes e limitadas -- o que se impõe é uma efetiva renegociação que assegure a redução do montante da dívida e do volume do serviço da dívida", disse, em Coimbra, num almoço de militantes e simpatizantes em que foram apresentados os primeiros candidatos da CDU à Câmara e Assembleia Municipal locais.

O serviço da dívida "consome hoje 8.000 milhões de euros", que são "retirados à resposta aos problemas nacionais, designadamente ao investimento", sendo preciso baixar o montante da dívida "em termos sustentáveis e compatíveis com o desenvolvimento e as necessidades do país", preconizou o líder comunista.

Importa, na sua opinião, promover "uma política em rutura com as receitas e caminhos que afundaram o país" e que afirme, também, a sua soberania "e o liberte dos constrangimentos internos e externos que sufocam e bloqueiam o seu desenvolvimento, desde logo a renegociação da dívida, mas também das imposições" da UE e do euro.

Por isso, o PCP tem vindo a propor "uma renegociação da dívida nos seus montantes, prazos e juros como condição indispensável ao desenvolvimento soberano" de Portugal.

"Não é o caso da proposta avançada por PS e BE. Ela corresponde no fundamental às posições conhecidas do PS: uma resposta circunscrita a medidas de gestão corrente da dívida direta do Estado e outras dependentes na sua concretização das decisões da União Europeia", afirmou o secretário-geral do PCP, reafirmando a necessidade de "outra política ao serviço do povo" e do país.

Criticando o Programa de Estabilidade e o Programa Nacional de Reformas "que o Governo minoritário do PS agora aprovou", disse ser importante não omitir "os avanços conseguidos e valorizá-los".

"Mas não se pode deixar de constatar a existência de contradições e limitações decorrentes das opções políticas do Governo PS", as quais "têm reflexos cada vez mais evidentes nas decisões que se impunham para dar novos e mais decididos passos na reposição de direitos e rendimentos dos trabalhadores e das populações e para a concretização de novos avanços na solução dos problemas nacionais", sublinhou Jerónimo de Sousa.

Os primeiros candidatos da CDU aos órgãos municipais de Coimbra, nas autárquicas de 01 de outubro, são o atual vereador e professor Francisco Queirós e o deputado municipal Manuel Rocha, diretor do Conservatório de Música de Coimbra, respetivamente, que também intervieram na sessão.

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