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Correio da Manhã

Economia
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Pilotos da Força Aérea alertam para problemas que motivam saídas

Pilotos querem vão enviar um documento ao Chefe do Estado Maior da Força Aérea.
11 de Outubro de 2014 às 20:40
Capitão João Teixeira, presidente do Colégio de Pilotos Aviadores da Força Aérea
Capitão João Teixeira, presidente do Colégio de Pilotos Aviadores da Força Aérea FOTO: Manuel de Almeida / LUSA

Pilotos aviadores vão enviar ao Chefe do Estado Maior da Força Aérea (CEMFA), até início de novembro, um documento com os principais problemas laborais, procurando contrariar a saída de operacionais para as companhias comerciais.

Os pilotos aviadores reunidos na Associação de Oficiais das Forças Armadas (AOFA) criaram um colégio de pilotos aviadores, que irá elaborar "um documento com preocupações que têm sido sentidas pelos pilotos, sobretudo os operacionais", disse à Lusa o capitão João Teixeira, presidente desta organização.

O colégio reúne todos os pilotos que estão inscritos na AOFA, ou seja, cerca de 150 no total, dos quais 98 no ativo e que aderiram, em abril, em massa a esta organização em protesto contra as condições remuneratórias, de trabalho e de segurança. Estes cerca de cem representam aproximadamente metade de todos os pilotos da Força Aérea no ativo.

"Pretendemos dar a conhecer a quem de direito, neste caso, ao Chefe do Estado Maior da Força Aérea, quais são os nossos problemas reais, por aquilo que passamos e quais são as dificuldades com que nos deparamos. Depois, vamos esperar que nos digam de que forma podemos colaborar", revelou o responsável.

"Nada tem ficado incólume", desde remunerações, o congelamento e bloqueio das carreiras, alterações ao subsídio de deslocação, "que deixa os militares aprisionados nos quartéis", assistência na doença, assistência complementar ou "discriminação negativa, nomeadamente no cálculo da reforma", causando uma "desmotivação completa" e uma "instabilidade permanente, o que gera insegurança, e a falta de confiança destes cidadãos militares em relação ao poder e àqueles que gerem os destinos do país", lamentou Manuel Cracel, também presidente da AOFA.

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