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Correio da Manhã

Economia
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Pingo Doce: Maioria aprova preços polémicos

A maioria dos portugueses considera positiva a promoção do Pingo Doce no 1º de Maio, Dia do Trabalhador. Para a maior parte dos inquiridos, segundo revela uma sondagem Correio da Manhã/Aximage, em tempo de crise económica, mais importante do que o simbolismo daquela data histórica foi o desconto que permitiu poupar 50% em compras iguais ou superiores a 100 euros nos supermercados do grupo liderado por Alexandre Soares dos Santos.

20 de Maio de 2012 às 01:00
O Grupo Jerónimo Martins realizou uma baixa de preços discutível em Maio deste ano

Somados os prós e os contras, 63% dos portugueses consideraram positiva a promoção do Pingo Doce. Com a polémica, a iniciativa desta cadeia de lojas ficou na memória das pessoas, com 54% dos inquiridos a citaram espontaneamente essa promoção, quando inquiridos sobre se algum acontecimento lhes tinha chamado a atenção no dia 1 de Maio.

A ajuda às pessoas foi a razão mais apontada na aprovação da iniciativa do Pingo Doce, sobretudo nas aldeias (73%), pela faixa etária entre os 45 e os 59 anos (69%) e com menos escolaridade do que a obrigatória (66%).

Já 25% dos inquiridos manifestaram opinião negativa sobre a promoção, nomeadamente devido ao facto de ter sido realizada no Dia do Trabalhador. Para os inquiridos a promoção do Grupo Jerónimo Martins vai ter impacto nas relações do Pingo Doce com os parceiros, mais nos clientes, funcionários e fornecedores.

"TEMOS DE APROVEITAR AS PROMOÇÕES"

A promoção de 50% no custo da carne está a levar muitas pessoas ao Pingo Doce. "Vim cedo para não esperar muito. Temos de aproveitar as promoções", disse ontem ao CM Luís Barroca, de 68 anos, quando saía do Pingo Doce do Fundão com dez quilos de carne. "Vai dar para um mês", garante. Nos Marinheiros, Leiria, às 06h30, já havia quatro clientes à porta da loja. Noutra loja, Eva Santos, de 60 anos, desabafou. "Com a vida como está, temos de procurar o barato", disse.

FICHA TÉCNICA

Universo: indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidor de telemóvel.

Amostra: aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade e actividade) e representativa do universo e foi extraída de um sub-universo obtido de forma idêntica. A amostra teve 500 entrevistas efectivas: 237 a homens e 263 a mulheres; 115 no interior, 212 no litoral norte e 173 no litoral centro sul; 138 em aldeias, 168 em vilas e 194 em cidades. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.

Técnica: Entrevista telefónica por C.A.T.I., tendo o trabalho de campo decorrido nos dias 10, 11 e 13 de Maio de 2012, com uma taxa de resposta de 76,1%.

Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 500 entrevistas, o desvio padrão máximo de uma proporção é 0,022 (ou seja, uma "margem de erro" - a 95% - de 4,40%).

Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e de João Queiroz.

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