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Correio da Manhã

Economia

Poder de compra cai para 600 mil pensões

Prestações sociais sobem com descongelamento do IAS.
José Rodrigues 30 de Abril de 2016 às 20:34
Aposta do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social é beneficiar as pensões até 628,8 euros por mês
Aposta do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social é beneficiar as pensões até 628,8 euros por mês FOTO: Reuters
Mais de 600 mil pensionistas do regime geral da Segurança Social e da Caixa Geral de Aposentações (CGA), com reformas superiores a 628,8 euros por mês, vão perder poder de compra no próximo ano, segundo a nova legislação já em vigor.

As novas regras fazem depender a atualização das pensões do valor da inflação e, por conseguinte, da atualização do Indexante de Apoios Sociais (IAS), que deve passar no próximo ano de 419,22 euros para 424,25 euros, tendo em conta uma previsão de inflação de 1,2%. Segundo a nova lei do IAS, todas as pensões até 628,8 euros por mês (1,5 IAS) serão atualizadas pelo valor da inflação. Este escalão abrange 2,6 milhões de pensionistas do regime geral e da CGA (incluindo pensões de velhice, invalidez, pensões mínimas sociais e rurais). Assim, uma pensão, por exemplo, de 628,8 euros terá um aumento de 7,632 euros por mês em 2017. Isto se se verificar uma inflação de 1,2% este ano.

Contudo, às pensões entre 628,8 euros (1,5 IAS) e 2515 euros por mês (6 IAS) são descontados 0,5% ao valor da inflação, e em todas as pensões acima de 2515 euros a penalização é de 0,75%. Estão neste escalão mais de 623 mil pensionistas do regime geral e da CGA. Assim, por exemplo, uma pensão de 2515 euros (6 IAS) terá no próximo ano um aumento de apenas 0,7%(1,2% de inflação menos 0,5 pontos percentuais), o que significa uma perda real de poder de compra.

As novas regras do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social definem uma opção clara em beneficiar as pensões de reforma mais baixas.

Note-se ainda que a atualização do IAS (que foi congelado em 2009 pelo governo de José Sócrates) implica o aumento de todas as prestações sociais, tais como o Rendimento Social de Inserção (RSI), Complemento Solidário para Idosos (CSI) e Abono de Família.

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