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Correio da Manhã

Economia
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“Porque é que haveria de sair zangado?”

Domingues diz não guardar rancor. Audição no parlamento só acontece em janeiro.
Pedro H. Gonçalves 17 de Dezembro de 2016 às 13:27
António Domingues
António Domingues FOTO: João Relvas/Lusa
A pouco menos de duas semanas de abandonar o cargo de presidente da Caixa Geral de Depósitos, António Domingues diz que sai sem rancores. "Não, por amor de Deus, porque é que haveria de sair zangado?", afirmou o ainda líder do banco público numa entrega de prémios na sede da instituição - muito provavelmente a última aparição em público à frente da CGD.

António Domingues apresentou a demissão do cargo em novembro, mas a renúncia só produzirá efeitos no final do mês de dezembro, altura em que será substituído por Paulo Macedo na presidência executiva.

Mas a saída não determina o fim da polémica. Na guerra política à volta da CGD, os socialistas, afinal, admitem ouvir António Domingues no Parlamento. Mas apenas na comissão de Orçamento e Finanças e não na comissão de inquérito ao banco, como pretendia o PSD. Os sociais-democratas falam "em boicote" ao inquérito.

Domingues deve explicar aos deputados o processo que culminou na sua demissão, mas a audição só deve ocorrer em janeiro.

Entretanto, Governo e banco público pediram mais tempo ao Parlamento para enviar a documentação que trocaram durante o processo de escolha de Domingues. Respostas só em 2017.
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