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Correio da Manhã

Economia
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Portageiros são contra chip

Os trabalhadores das portagens exigem a revogação dos decretos-lei que criaram o chip de matrícula – que irá permitir a cobrança de portagens – de forma a que fiquem “salvaguardados os postos de trabalho”, explicou ontem ao Correio da Manhã um dirigente do Sindicato dos Trabalhadores do Comércio, Escritórios e Serviços de Portugal (CESP).
25 de Outubro de 2009 às 00:30
Trabalhadores entregaram documento reivindicativo no Ministério das Obras Públicas
Trabalhadores entregaram documento reivindicativo no Ministério das Obras Públicas FOTO: Pedro Catarino

Cerca de duas centenas de portageiros entregaram ontem, no final de uma reunião em Lisboa, um Caderno Reivindicativo no Ministério das Obras Públicas, estando ainda previstas acções de sensibilização junto dos grupos parlamentares.

“Queremos a revogação dos decretos-lei 111,112 e 113/2009 até ao final do ano, de forma a acautelar os postos de trabalho”, adiantou António Moreira, dando como prazo para que isso aconteça até ao final do ano. Por outro lado, querem que fique também “assegurado o respeito pela privacidade dos utentes das auto-estradas”.

Caso não sejam revogados, os portageiros admitem a realização de uma greve, um protesto inédito em Portugal, que se traduziria na passagem das portagens sem pagar.

Trata-se de garantir os cerca de dois mil postos de trabalho actuais e não “de uma reivindicação a 50 anos”, sublinha Manuel Moreira, admitindo que são cada vez mais as soluções electrónicas neste sector.

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