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Correio da Manhã

Economia
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Porto quer exclusividade

A Associação das Empresas do Vinho do Porto (AEVP) está indignada com o facto de a Comissão Europeia permitir que vinhos de outros países usem as designações ‘vintage’, ‘tawny’ e ‘ruby’, até agora exclusivas do Vinho do Porto.
28 de Fevereiro de 2006 às 00:00
“A União Europeia terminou com a exclusividade e permitiu que a África do Sul e os Estados Unidos utilizem aquelas designações em alguns dos seus vinhos”, disse ontem ao CM Isabel Marrana, presidente da AEVP, acrescentando que se trata de “uma medida desleal e Portugal fica prejudicado. Por isso, a UE deve criar um sistema compensatório para a promoção dos nossos vinhos”.
A luz verde à África do Sul surgiu após o acordo estabelecido em Dezembro entre a União Europeia e os Estados Unidos, que autoriza aquele país a utilizar aquelas designações e que recebeu votos contra de Portugal, Alemanha e Áustria. A designação ‘Porto’ e ‘Port’ fica exclusiva para o Vinho do Porto.
A AEVP vai solicitar à Comissão Europeia o financiamento de dez milhões de euros para realizar campanhas de esclarecimento nos EUA, “onde existe uma região demarcada onde se produz este vinho”. Em Portugal, o Vinho do Porto representa 60 por cento do total de 500 milhões de euros anuais de exportação de vinho.
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