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Correio da Manhã

Economia
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Portugal afasta-se dos países mais ricos da União Europeia

País está em 21º lugar no ranking europeu do rendimento médio anual dos cidadãos.
João Maltez e Raquel Oliveira 11 de Outubro de 2019 às 01:30
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Banco de Portugal
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O rendimento dos portugueses estagnou face à média dos países da União Europeia (UE) nos últimos 25 anos e está abaixo dos níveis de 1995, revela um estudo do Banco de Portugal divulgado esta quinta-feira.

"A análise da evolução do nível de rendimento per capita em Portugal face à média da UE mostra que o processo de convergência real da economia portuguesa não prosseguiu nos últimos 25 anos", conclui o estudo.

Dividindo a riqueza anual do País pelo total da população – PIB per capita –, o rendimento médio em Portugal coloca-nos no 21º lugar entre os 28 países da UE, quando em 1995 estávamos em 16º. Para calcular o ranking dos países, foi feita a chamada correção pela paridade de poder de compra, ou seja, calculou-se a quantidade de bens e serviços que os cidadãos de cada Estado-Membro podem pagar com o valor de rendimento médio.

Em 2018, o Luxemburgo e a Irlanda – devido às multinacionais aí sediadas – eram os países com os níveis de PIB per capita mais elevados, com rendimentos acima de 250% e 187%, respetivamente, da média europeia. Já 17 países estavam abaixo, incluindo Portugal, cujo nível de rendimento equivalia a 77% da média da UE.

A recente crise financeira e um crescimento anémico da economia na primeira década dos anos 2000 explicam, em parte, a situação portuguesa, diz o BdP.

População ativa aumenta com estrangeiros
A população ativa está a crescer no País com o contributo dos trabalhadores estrangeiros, tipicamente mais jovens e mais escolarizados, segundo um estudo do Banco de Portugal divulgado esta quinta-feira.

No primeiro semestre de 2019, os estrangeiros residentes em Portugal em idade ativa (dos 15 aos 64 anos) eram 198 mil, ou seja, 3% da população dessa faixa etária. Já os estrangeiros ativos eram 158 mil, ou seja, 3,2% da população ativa, que ascendia a 4,8 milhões de pessoas.

O estudo adianta que os estrangeiros foram mais participativos no mercado de trabalho, tendo atingido uma taxa de atividade de 80%, contra 76% dos portugueses.

Excedente orçamental surge já este ano
O Conselho de Finanças Públicas (CFP) prevê um excedente orçamental para este ano, mas alerta para a existência de "riscos orçamentais" nos próximos anos.

As previsões, com base nas contas divulgadas até agora, apontam para um excedente de 0,1%: o primeiro em democracia.

No entanto, aproveitando a mudança de legislatura, a presidente do CFP deixa avisos: pede contenção nos salários da Função Pública e prestações sociais.

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