Ministro de Estado e das Finanças, João Leão, foi esta terça-feira ouvido no parlamento.
O ministro de Estado e das Finanças, João Leão, disse esta terça-feira que o país já financiou 60% das suas necessidades anuais de financiamento, tendo-o feito com "taxas historicamente baixas".
Ouvido hoje no parlamento, João Leão aproveitou para informar os deputados de que "Portugal neste momento já financiou 60% das suas necessidades anuais com taxas historicamente baixas".
"Esta é a primeira vez na nossa história que emitimos dívida a 10 anos com juros negativos", resultado que, afirmou, reflete "a credibilidade do Estado português".
"Este resultado mostra bem a importância de prosseguir um caminho de contas certas, que reforcem a credibilidade externa do país, e assegurem um crescimento robusto e sustentável da economia portuguesa", disse ainda o ministro que está a ser ouvido na Comissão de Orçamento e Finanças numa audição regimental e sobre o Programa de Estabilidade (PE) 2021-2025.
Na sua intervenção inicial nesta audição, João Leão fez um balanço das medidas de apoio às empresas e famílias para mitigar o impacto da pandemia, sublinhando que um dos indicadores da sua eficácia está no facto de o desemprego ter aumentado apenas "0,3 pontos percentuais no ano da maior crise económica desde a Segunda Guerra Mundial".
João Leão reiterou que os apoios às famílias, aos trabalhadores e às empresas "vão continuar, custe o que custar, enquanto a atividade económica estiver condicionada pela pandemia", mas avisou que "os portugueses sabem que haverá um país depois da pandemia e que as decisões urgentes de hoje não podem ignorar que há um amanhã repleto de desafios aos quais importa também responder".
Entre os dados que referiu, apontou o facto de nos primeiros três meses do ano a despesa com as medidas extraordinárias de apoio na área da Segurança Social ter atingido os 804 milhões de euros, valor que supera o orçamentado para todo ano de 2021 e que representa 42% de toda a despesa em 2020.
A despesa com o 'lay-off' simplificado, somada com a despesa com o apoio extraordinário à retoma progressiva de atividade, ultrapassou os 502 milhões de euros, disse.
Além disso, os apoios no âmbito do Apoiar atingiram neste primeiro trimestre de 2021 os 532 milhões de euros.
"Isto significa que em apenas três meses deste ano o apoio às empresas, através deste programa, já mais do que triplicou face ao ano completo de 2020", precisou.
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