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Correio da Manhã

Economia
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Portugal pesca menos red-fish

A reunião para decisão das quotas de captura de ‘red-fish’ (ou cantarilho) nas águas geridas pela NEAFC, no Noroeste Atlântico, terminou anteontem, em Londres, com a redução de 25 por cento do total admissível de capturas (TAC), ou seja, um corte de 62 mil toneladas para 46 mil, no ano de 2007.
19 de Novembro de 2006 às 00:00
De acordo com fonte da Associação de Armadores de Pescas Industriais (ADAPI), que acompanhou as negociações, “a quota portuguesa nesta zona cai, em cinco anos, de três mil para 900 toneladas”.
A decisão, ainda segundo o mesmo organismo, “põe também em risco a habitual permuta de quotas de ‘red-fish’ com a Alemanha, quer no Mar de Irminger, quer na Zona Económica Exclusiva da Gronelândia, na medida em que este TAC influencia o número de capturas que podem ocorrer nessas águas”.
Habitualmente, Portugal recebe por troca com a Alemanha o direito a pescar mais 2500 toneladas de cantarilho, sendo 500 no Irminger e 2000 na Gronelândia.
A ADAPI considera que “a Comissão Europeia não salvaguardou os interesses da frota comunitária, nomeadamente Portugal, Espanha, Alemanha e Holanda, colocando-se ao lado das partes contratantes (Rússia, Noruega, Islândia e Dinamarca) e aceitando as suas recomendações, que não têm qualquer carácter científico”.
NORUEGA GANHA FECHO DE PESQUEIRO
O surgimento de uma nova zona de pesca em águas internacionais (denominada por CIEM IIA), perto da ZEE da Noruega, motivou acesa discussão na reunião de distribuição de quotas de ‘red-fish’ para 2007. A Noruega propunha a proibição total de pesca na zona e conseguiu, no acordo final, ver as pretensões atendidas pela metade. Assim, durante o primeiro semestre de 2007, a captura desta espécie estará fechada, estando marcada nova ronda de negociações para 16 e 17 de Junho.
Portugal tem actualmente três navios a operar naquela zona internacional, que capturaram dois mil toneladas de ‘red-fish’ em 2006. De acordo com a ADAPI, “só a Noruega não sai prejudicada, uma vez que os seus navios continuam a capturar verdinho e arenque na zona, aproveitando para fazer capturas acessórias de ‘red-fish’ em grande quantidade”. Para avaliar o impacto destas decisões, os armadores nacionais já pediram uma reunião urgente ao secretário de Estado.
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