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Correio da Manhã

Economia
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Portugal receia contágio espanhol

A recessão deverá atingir os 3,3% em Portugal em 2012 e o desemprego chega ao número recorde de 14,4%, segundo as estimativas divulgadas ontem pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Mas as más notícias atingem particularmente a Espanha, cuja recessão chega aos 1,8% impulsionada por uma taxa de desemprego de 24,2%, com grandes "riscos de contágio" para a economia portuguesa.
18 de Abril de 2012 às 01:00
Vítor Gaspar vê ameaçado o regresso aos mercados em 2013
Vítor Gaspar vê ameaçado o regresso aos mercados em 2013 FOTO: José Sena Goulão/Lusa

"Assim que se sintam os efeitos negativos em Espanha e em outros países, isso tende a reflectir--se nos juros da dívida portuguesa", alertou o responsável do Instituto de Gestão da Tesouraria e do Crédito Público, Luís Varennes, que acrescenta que "os juros ainda estão muito altos e regressar ao mercado de dívida é ainda impensável". Declarações proferidas no dia em que Madrid colocou 3,18 mil milhões de euros nos mercados (com os juros a subirem acima dos 3% para os empréstimos a 18 meses).

O FMI diz que Espanha só cumprirá os limites do défice orçamental de 3% em 2018. Para Portugal, aquela instituição fala de um crescimento tímido para 2013 (0,3%), com um desemprego nos 14%. O nosso País aparece como um dos 14 países com maior volume de dívida em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB) das empresas públicas que não contam para as contas públicas para efeitos de estatística, mas que gozam de garantias implícitas do Estado.

A instituição liderada por Christine Lagarde considera que, nos países desenvolvidos, existe espaço para uma "consolidação fiscal menos agressiva".

ANGOLA CAMPEÃ DO CRESCIMENTO MUNDIAL EM 2012

As perspectivas para a economia mundial são positivas em 2012, com um crescimento de 3,5%, impulsionado pelas economias emergentes, onde Angola ganha particular destaque, ao crescer 9,7% este ano e 6,8% em 2013, sobretudo graças à produção de petróleo.

A China cresce 8,2%, o Brasil 3% e a Índia 6,9%. A economia norte-americana crescerá 1,4%, contribuindo para melhorar a previsão de crescimento de 3,3% que o FMI avançou no início do ano.

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