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Correio da Manhã

Economia
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Portugal coloca 1.250 milhões de euros com juros a subir a 10 anos

A procura atingiu 1.578 milhões de euros para as OT a dez anos, 2,08 vezes superior ao montante colocado.
14 de Fevereiro de 2018 às 09:08
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Portugal colocou esta quarta-feira 1.250 milhões de euros em Obrigações do Tesouro, com as taxas de juro a subirem a 10 anos e a desceram para um novo mínimo a cinco anos em relação aos anteriores leilões comparáveis, foi anunciado.

Segundo a página da Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) na Bloomberg, a dez anos foram colocados 760 milhões de euros em Obrigações do Tesouro (OT) à taxa de juro de 2,046%, superior à taxa do anterior leilão comparável, de 1,939%, em 08 de novembro.

A procura atingiu 1.578 milhões de euros para as OT a dez anos, 2,08 vezes superior ao montante colocado.

No prazo mais curto, a cinco anos, Portugal colocou hoje 490 milhões de euros à taxa de juro média de 0,577%, inferior à verificada no anterior leilão comparável de 11 de outubro (0,916%).

Neste prazo, a procura atingiu hoje 1.781 milhões de euros, 3,63 vezes o montante colocado.

A Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) tinha anunciado para hoje a realização de dois leilões de OT com maturidades em 17 de outubro de 2022 e em 17 de outubro de 2028, num montante indicativo global entre 1.000 e 1.250 milhões de euros.

No último leilão de OT a dez anos, que ocorreu em novembro último, Portugal colocou 1.250 milhões de euros a uma taxa média de 1,939%, a mais baixa de sempre e inferior à taxa do anterior leilão comparável (que era de 2,327%).

Já no mais recente leilão a cinco anos, o IGCP emitiu em outubro último 500 milhões de euros em OT, a uma taxa de 0,916%.

Segundo o programa de financiamento de 2018, o IGCP estima arrecadar 15.000 milhões de euros através da emissão bruta de OT mensalmente, combinando sindicatos e leilões.

Para o 'senior trader' do Banco Carregosa Paulo Rosa, "na emissão a 5 anos, formalmente, houve uma descida acentuada face à taxa da última emissão comparável".

Contudo, Paulo Rosa sublinha que a comparação "é um pouco artificial porque a última vez que Portugal emitiu dívida a 5 anos foi em outubro passado, antes de um período de queda acentuada nos juros", lembrando que a taxa correspondente no mercado atual "está nos 0,62% e em novembro de 2017 andava pelos 0,59%".

Em relação à emissão de OT a 10 anos, Paulo Rosa refere "que se limitou a seguir os dados do mercado secundário, que atualmente apresenta uma taxa de 2,09% para este prazo".

"A taxa subiu face à última emissão, mas isso é o que tem acontecido com as taxas das dívidas soberanas mais recentemente, como a da Alemanha, dada a expectativa de subida de juros e por isso é que hoje todos os mercados estão em contagem decrescente para conhecer a inflação nos EUA, que será divulgada daqui a cerca de duas horas", disse.

Paulo Rosa destaca ainda que "a procura tanto numa emissão como noutra foi superior às últimas anteriores emissões comparáveis".
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