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Correio da Manhã

Economia
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Portugal tem de cortar 3,7% do PIB ao ano

A dívida de Portugal ultrapassa os 100% do PIB
29 de Maio de 2013 às 11:07

Portugal só consegue baixar a divida pública para os 60% do Produto Interno Bruto (PIB), se a partir de 2014 executar uma consolidação orçamental equivalente, em média, a 3,7% do PIB ao ano, alertou a OCDE.

De acordo com o 'Economic Outlook', divulgado esta quarta-feira pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), Portugal - juntamente com a Grécia, o Reino Unido e os Estados Unidos - terá de fazer uma consolidação orçamental entre os 3 e os 6 pontos percentuais do PIB após 2014.

A OCDE identifica três grupos de países cujo processo de consolidação orçamental será diferente para levaram o seu rácio da dívida para os 60% do produto.

O primeiro grupo inclui países que precisam de uma consolidação fraca após 2014 (menos de 1 ponto percentual do PIB), uma vez que a sua dívida já está próxima do objetivo. Entre estes países temos a Áustria, Bélgica, Alemanha, Itália, Holanda, Polónia, entre outros.

O segundo grupo é composto pelas economias de França, Islândia, Irlanda e Espanha, que vão precisar de cortar 1 e 3 pontos percentuais do PIB, ao défice.

Portugal está no terceiro grupo, que integra os países cujo rácio da dívida excede os 100% do PIB, o que exige, uma consolidação entre os 3 e os 6 pontos percentuais após 2014 para fazer baixar o endividamento para os 60% do produto.

Até 2014, Portugal deverá ter cumprido dois terços da consolidação necessária para cumprir este objetivo.

No documento, a Organização refere que estas projeções podem ser demasiado otimistas, uma vez que não incorporam todos os riscos que se podem colocar nas próximas décadas. Entre os riscos não totalmente considerados, a OCDE destaca o aumento da despesa pública com saúde e pensões.

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