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Correio da Manhã

Economia
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Portugueses perdem mil milhões de euros

Os depósitos bancários feitos pelos portugueses em 2006, no total de cerca de 91 mil milhões de euros, resultaram numa perda superior a mil milhões de euros.
4 de Janeiro de 2007 às 00:00
O país que melhor remunera o depósito bancário a um ano é a França: 2,72 por cento
O país que melhor remunera o depósito bancário a um ano é a França: 2,72 por cento FOTO: Pedro Catarino
A taxa média remuneratória de um depósito a prazo de um ano foi de 1,9 por cento ao longo de 2006. Esta percentagem multiplicada pelos 91 mil milhões de euros depositados daria um rendimento superior a 1,7 mil milhões de euros. Mas, como a taxa de inflação foi de 3,1 por cento, a perda totalizou cerca de 1,02 mil milhões de euros. Ou seja: as aplicações financeiras em depósitos bancários a um ano foram negativas, se comparadas com o aumento do custo de vida em 2006.
As contas do Correio da Manhã estão feitas por baixo, pois, conforme declarou um especialista da Deco Proteste ao nosso jornal, um depósito de cinco mil euros a um ano rendia, em média, um por cento no início de 2006 e dois por cento no mês passado. Segundo a mesma fonte, a melhor remuneração do depósito bancário a um ano está em 3,3 por cento; a pior em 0,3 por cento. Aliás, a organização de defesa de consumidores costuma aconselhar à procura da melhor taxa de juro remuneratória das aplicações em depósitos bancários.
Conforme noticiou ontem o ‘Jornal de Negócios’, os bancos portugueses, na remuneração dos depósitos a prazo, não acompanham a subida da taxa de juro directora dos países do Euro. Senão vejamos: a média da principal taxa de juro decretada pelo Banco Central Europeu foi de 2,875 por cento em 2006; a remuneração média dos bancos portugueses para depósitos a um ano foi de 1,9 por cento (quase menos um por cento do que a taxa de referência da autoridade monetária europeia).
A melhor taxa, para os mencionados depósitos, é a da França: 2,72 por cento. Segue-se a Bélgica, com 2,65 por cento. A Holanda e a Grécia remuneram a 2,48 por cento.
AFORRO
RENDIMENTO
As subscrições de certificados de aforro feitas este mês proporcionam a rendibilidade líquida de 2,31808 por cento. A esta percentagem há que acrescentar o prémio de permanência até ao máximo de dois por cento.
VERBA
As aplicações em certificados de aforro totalizavam 17,168 mil milhões de euros em Novembro do ano passado. Comparando com Dezembro de 2005, o aumento foi de 5,67 por cento.
GOVERNO
O Executivo vai alterar a taxa de remuneração dos certificados de aforro em breve.
REMUNERAÇÕES DOS DEPÓSITOS BANCÁRIOS A UM ANO (MÉDIA EM 2006)
Portugal: 2,11%
Holanda e Grécia: 2,48%
Alemanha: 2,61%
Bélgica: 2,65%
França: 2,72%
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