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Correio da Manhã

Economia
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POUCO PODER NAS COMPRAS

O poder de compra dos portugueses foi o que menos cresceu desde 1995 entre os quatro Estados-membros da União Europeia que mais beneficiaram dos fundos estruturais, revelou um estudo do Eurostat, o organismo comunitário de estatísticas, ontem publicado em Bruxelas.
24 de Agosto de 2004 às 00:00
De acordo com este estudo, o poder de compra dos portugueses passou de 73 por cento da média europeia em 1995 para 75 por cento em 2003, isto é, um aumento de apenas dois pontos percentuais. O país cujo poder de compra mais aumentou neste período – 32 pontos percentuais – foi a Irlanda que passou de 99 por cento da média em 1995 para 131 por cento no ano passado. Nos outros dois países beneficiários dos fundos estruturais, a Espanha e a Grécia, o crescimento do poder de compra foi de oito pontos percentuais.
Para o eurodeputado socialista Manuel dos Santos estes dados não são surpreendentes, uma vez que “são o resultado das políticas excessivamente restritivas que foram aplicadas em Portugal”. “Ao contrário do que seria desejável e expectável face aos fundos que recebe, Portugal continua a divergir da média europeia”, adiantou Manuel dos Santos que aproveitou para lançar algumas críticas ao Governo chefiado por Durão Barroso a quem acusou de “não ter sabido negociar devidamente com a Comissão Europeia uma política orçamental, apesar de ter tido condições para o fazer, porque tinha o apoio da França e da Alemanha”.
O CM tentou obter uma reacção a este estudo junto de vários eurodeputados sociais-democratas, mas estes não se mostraram disponíveis para fazer qualquer comentário por desconhecerem o documento.
OUTROS DADOS
ESTAGNAÇÃO
O poder de compra dos portugueses aumentou de 1995 (73 por cento) até 1999 (77%), depois estagnou durante três anos consecutivos e sofreu uma diminuição em 2003, para os 75%.
MAIS RICOS
Os luxemburgueses consolidaram o seu lugar como o mais rico membro da UE. O poder de compra dos seus cidadãos passou de 179 por cento da média europeia para 200 em 2003.
OSCILAÇÕES
Os grandes Estados-membros registaram grandes oscilações: o Reino Unido passou de 111 para 119%, a França de 115 para 113, e a Alemanha de 119 para 108 por cento.
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