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Correio da Manhã

Economia
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Precariedade afecta 30% dos trabalhadores

Um terço dos trabalhadores portugueses vive uma situação profissional precária, sendo que os jovens até aos 34 anos são os mais atingidos.
22 de Janeiro de 2008 às 16:05
Na apresentação da iniciativa “Estafeta contra a Precariedade”, a União de Sindicatos do Porto, revelou que, 1,7 dos 5,2 milhões de trabalhadores portugueses possuem vínculos precários, dos quais 674 mil com contrato a termo certo, 190 mil a recebidos verdes e 56 mil licenciados desempregados.
Os jovens são os mais expostos ao trabalho precário, afectando 35 por cento desta faixa etária.
No estudo revelado esta terça-feira, a USP revela ainda que “muitos deles ocupam empregos com baixas qualificações, baixos salários e horários de trabalho desregulados, apesar dos níveis médios de habilitações literárias relativamente altos, facto que torna esta situação ainda mais injusta e incompreensível na perspectiva do desenvolvimento do país.
A iniciativa “Estafeta contra a Precariedade”, promovida pela estrutura jovem da CGTP-IN, arrancou dia 16 em Braga e prossegue até ao dia 29 no distrito do Porto.
Para a USP, o Livro Branco das Relações Laborais irá agravar as normas já previstas no Código do Trabalho, numa situação que “só serve para os patrões intensificarem a exploração dos trabalhadores, provocar a instabilidade nas suas vidas e aumentar os lucros do capital”.
O sindicato garante ainda “uma boa parte” dos contratos de trabalho em causa “não estão em conformidade com as normas legais, sendo corrente a utilização de contratos precários para postos de trabalho permanente”.
Em termos comparativos, Portugal apresenta uma taxa de precariedade “superior à média europeia” e “a terceira mais elevada nestes países, a seguir à Espanha e à Polónia”.
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