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Correio da Manhã

Economia
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PREÇO DA CARNE SOBE 1,3 POR CENTO

O Governo admitiu que o preço da carne será agravado em 1,3 por cento em resultado da introdução de novas taxas no circuito comercial, aprovadas ontem em Conselho de Ministros.
12 de Julho de 2002 às 00:26
O Conselho de Ministros aprovou na generalidade um decreto-lei que remete aos matadouros, importadores e operadores de carne não desossada o pagamento das taxas pelos serviços de recolha, transformação e destruição dos subprodutos de carne de mamíferos e aves.

Até agora, era o Estado que suportava integralmente este serviço, obrigatório no âmbito do combate à BSE (doença das "vacas loucas") que exige a eliminação dos resíduos de origem animal.

Tal como o Correio da Manhã avançou oportunamente, face aos elevados custos financeiros para a gerir a eliminação destes resíduos, cujo o orçamento ronda os 12 milhões de contos/ano, o Executivo não teve outro remédio senão lançar uma taxa para financiar estas despesas.

A taxa é cobrada pelo Instituto Nacional de Garantia Agrícola (INGA) aos matadouros, que por sua vez a cobram aos distribuidores.

O efeito final desta medida é fazer com que sejam os consumidores suportar os custos de gestão da eliminação das farinhas.

Esta solução é semelhante àquela que foi adoptada pela Espanha e França, que também fizeram repercutir no consumidor final, os custos da eliminação daqueles resíduos.

Existem em Portugal cerca de 120.000 toneladas de farinhas animais acondicionadas em 13 armazéns dispersos pelo País.
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