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O presidente da Rioforte, a 'holding' não financeira do GES, está a ser ouvido desde as 15h10 e iniciou a sua audição.
O presidente executivo da Rioforte, João Rodrigues Pena, disse esta terça-feira acreditar que a empresa estava "infelizmente condenada desde o começo", declarando que o "colapso" do GES resulta de práticas "deficientes" de gestão.
"Estou hoje convicto, com a informação de que disponho e que é em larga medida pública, em particular graças ao trabalho da comissão de inquérito, que o colapso do GES [Grupo Espírito Santo] deriva de práticas de gestão deficientes e de uma situação financeira grave que se prolongavam há anos e que os acontecimentos de setembro de 2013 a agosto desse ano representaram infelizmente um corolário inevitável", declarou João Rodrigues Pena na comissão de inquérito à gestão do BES e do GES.
O responsável, presidente da Rioforte, a 'holding' não financeira do GES, está a ser ouvido desde as 15h10 e iniciou a sua audição com uma intervenção escrita de mais de 50 minutos. João Rodrigues Pena disse acreditar que a Rioforte "estava infelizmente condenada desde o início, ou pelo arrastamento na falência da sua acionista ESI [Espirito Santo International] ou, como foi o caso, por procurar ser parte de uma solução que afinal se verificou que não existia".
"Acredito que fiz tudo o que estava ao meu alcance para travar este processo, mas não o consegui porque a situação extravasava totalmente o âmbito da Rioforte, tendo a sociedade sofrido as consequências de decisões tomadas, quer a nível do seu acionista, quer a nível geral do GES", acrescentou.
Rioforte podia ser interessante para profissionalizar negócios
O presidente executivo da Rioforte, João Rodrigues Pena, considerou que a empresa podia ter consistido numa perspetiva "interessante" e "viável" de aumentar a profissionalização dos negócios fora da área financeira do Grupo Espírito Santo (GES). A Rioforte "constituiu uma iniciativa do GES" tida por Rodrigues Pena como "interessante e viável" no sentido de "aumentar a profissionalização da gestão dos negócios mais importantes fora da área financeira e potenciar o seu valor a prazo".
"Apesar do grau de endividamento e prejuízos com que nasceu, a Rioforte possuía a meu ver potencial de melhoria intrínseco a muitos dos seus negócios e a reputação da marca Espírito Santo tornava credível a visão de médio e longo prazo de construir uma carteira de negócios estruturalmente rentável e atrair investidores em boas condições de valor para o acionista", considerou o responsável, que falava na comissão de inquérito à gestão do BES e do GES.
Rioforte não teve interação com a PT para investimento de 900ME
O presidente executivo da Rioforte afirmou esta terça-feira que não teve interação com a Portugal Telecom para o investimento de 900 milhões de euros sobre a 'holding' do Grupo Espírito Santo e que a operação foi colocada pela direção do BES.
"Não tive qualquer interação com a PT [Portugal Telecom]. Não porque não estivesse disponível, mas porque não nos foi pedida a nossa intervenção", disse João Rodrigues Pena, que está a ser ouvido hoje na comissão parlamentar de inquérito à gestão do BES e do GES. "A operação foi colocada pela direção do BES", disse o CEO da Rioforte, admitindo "não se recordar dos nomes das pessoas que estiveram envolvidas" na colocação dessa dívida, quando questionado pela deputada socialista Ana Paula Vitorino.
João Rodrigues Pena considerou ainda que "um tomador de uma operação obrigacionista", neste caso a PT, "fá-lo de forma consciente e instruída", afirmando que o conselho executivo da Rioforte esteve "sempre disponível para dar toda a informação". "A decisão terá cabido à entidade tomadora", afirmou ainda João Rodrigues Pena.
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