Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
7

Prestação de crédito à habitação sobe entre 92 a 150 euros até ao final de 2023

É nas famílias de maiores rendimentos que a subida dos juros na habitação mais se vai refletir.
Miguel Alexandre Ganhão(miguelganhao@cmjornal.pt) 24 de Novembro de 2022 às 08:28
Mário Centeno pede “um esforço coletivo” no combate à inflação
Mário Centeno pede “um esforço coletivo” no combate à inflação
O valor médio das prestações de crédito à habitação deve subir 92 euros até final de 2023. Segundo o Relatório de Estabilidade Financeira (REF) divulgado esta quarta-feira. O Banco de Portugal refere que a Euribor a 3, 6 e 12 meses deve estar acima dos 3% no final de 2023. No conjunto dos 1,4 milhões de créditos à habitação, 18,1% vão sofrer aumentos superiores a 150 euros. No entanto, para 41% dos empréstimos, a instituição liderada por Mário Centeno, refere que entre junho de 2022 e dezembro de 2023 o aumento da prestação deve ser inferior a 50 euros.

Falamos de um universo total de 1,2 milhões de famílias que vão ter de suportar a subida dos juros que vão ter um impacto no rendimento familiar de 4,8 pontos percentuais até ao final de 2023. Embora, segundo o REF, mais de metade dos 1,4 milhões de créditos, continue a ter uma taxa de esforço igual ou inferior a 20% do rendimento das famílias, existem 10% dos créditos que, no final do próximo ano, vão exigir uma taxa de esforço superior a 41,2%.

É nas famílias de maiores rendimentos (acima dos 6000 euros por casal), que a subida dos juros na habitação mais se vai refletir em termos de subida da taxa de esforço. Nas famílias de mais baixos rendimentos (700 a 1200 euros) o impacto da subida nos bens essenciais é mais significativo.

REF Banco de Portugal Euribor Mário Centeno economia negócios e finanças macroeconomia banco central
Ver comentários