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Correio da Manhã

Economia
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Principal risco é falta de respostas políticas adequadas

A Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) considera que o principal risco para a economia da zona euro, que só deverá voltar a crescer em 2014, é a falta de respostas adequadas por parte dos decisores políticos.
27 de Novembro de 2012 às 11:18
A OCDE considera que o BCE, liderado por Mario Draghi, deve baixar ainda mais as taxas de juro
A OCDE considera que o BCE, liderado por Mario Draghi, deve baixar ainda mais as taxas de juro FOTO: Jornal de Negócios

Nas suas previsões económicas divulgadas esta terça-feira, a OCDE estima que a economia da zona euro, actualmente em recessão, recupere apenas muito ligeiramente nos próximos dois anos e o desemprego continue a sua escalada, advertindo que estas projecções estão rodeadas de riscos, o maior dos quais "é que os decisores políticos não façam progressos suficientes na resposta à crise".

Em concreto, a OCDE teme falhanços na criação das condições para mobilizar as chamadas Transacções Monetárias Definitivas (operações pelo BCE nos mercados secundários de obrigações soberanas), na tentativa de "reparar" o setor financeiro, e progressos insuficientes a nível de reformas estruturais quer nos países sob ajuda, quer nos países credores.

"Acontecimentos inesperados poderiam criar uma crise em países individuais da zona euro, com consequências incalculáveis", alerta a OCDE, acrescentando que, "no entanto, progressos mais rápidos na tomada de decisões políticas podem levar a uma melhoria das condições financeiras" e dar um impulso ao consumo e investimento.

Quanto às previsões propriamente ditas, as projecções da OCDE não se afastam muito daquelas divulgadas este mês pela própria Comissão Europeia (as chamadas "previsões de outono"), sendo apenas um pouco mais pessimistas.

A OCDE espera que a economia da zona euro retraia 0,1 por cento do PIB em 2013 e cresça 1,3 por cento no ano seguinte (Bruxelas estima um ligeiríssimo crescimento de 0,1% em 2013 e de 1,4% em 2014), apontando para um aumento da taxa de desemprego para os 11,9% em 2013 e os 12% em 2014 (contra 11,8% e 11,7% previstos pela Comissão).

O documento assinala ainda que as economias vulneráveis devem entrar no programa de Transacções Monetárias Definitivas do BCE se necessário, e que, para estimular a procura, o Banco Central Europeu deve reduzir ainda mais as taxas de juro.

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