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Correio da Manhã

Economia

PRISÃO PARA QUATRO

Quatro dos oito indivíduos que na passada quarta-feira estiveram a ser ouvidos pelo juiz de instrução criminal, em Évora, no âmbito da investigação por corrupção com vendas judiciais, ficaram detidos em prisão preventiva, tendo sido transportados para o estabelecimento prisional desta cidade. Os outros quatro saíram em liberdade com a medida de coacção de termo de identidade e residência.
7 de Fevereiro de 2003 às 00:00
O juiz António Lúcio, que ouviu os detidos das 11h30 de quarta-feira até às 05h00 de ontem, decidiu a prisão de um leiloeiro (José Caldas), de um liquidatário judicial (Silva Leitão) e de dois funcionários judiciais (Eduardo Paula e António Gonçalves), todos eles do Sul do País. Segundo uma fonte contactada pelo CM, "aqueles que têm uma relação mais institucional, ou seja, com vínculo à Função Pública, ficaram detidos". A detenção dos indivíduos agora ouvidos teve na base a prática de crimes de corrupção, em correlação com os de participação económica em negócio, falsidade de perícia e perturbação de arrematações.

AGENTE IMOBILIÁRIO GARANTE INOCÊNCIA

Um dos indiciados no processo, João Teodoro – agente imobiliário em Portimão –, que ficou em liberdade, com termo de identidade e residência, garantiu ao CM nada ter “a ver com os crimes que foram adiantados”. “Trabalho em imobiliária, compro e vendo de forma absolutamente legal” assegura, salientando “que a seu tempo se saberá toda a verdade do caso”.
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