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Correio da Manhã

Economia
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PRIVADOS PEDEM COMPENSAÇÃO

O sector do transporte público pesado de passageiros "está em crise económica por uma política de aumentos tarifários quase sempre abaixo da taxa de inflação." A afirmação foi feita ontem ao Correio da Manhã por Alfredo Silva, presidente da ANTROP - Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros.
12 de Junho de 2002 às 22:37
O Governo mostrou abertura para negociar soluções propostas pelos transportadores
O Governo mostrou abertura para negociar soluções propostas pelos transportadores
"Além de o aumento do custo dos bilhetes e passes ficar aquém da taxa de inflação - frisou Alfredo Silva - o gasóleo encareceu seis por cento. Só este ano, perdemos 3,4 por cento (1,5 por cento no combustível mais 1,9 por cento na taxa de inflação)."


Devido a este desajustamento, o sector está em dificuldades económicas, e "alguns dos nossos associados deixaram de pagar à Segurança Social" - lamentou o responsável da ANTROP. Para o equilíbrio das contas, os mais de cem operadores com nove mil autocarros destinados ao transporte urbano, interurbano e expresso internacional gostariam de ter o gasóleo mais barato ou de ver decretado um aumento extraordinário dos bilhetes e passes. Alfredo Silva disse que o encarecimento deve ser da ordem dos três por cento. Mas uma fonte da Direcção-Geral dos Transportes Terrestres declarou ao nosso jornal que ainda não há uma decisão governamental sobre a matéria.


Segundo Alfredo Silva, "o sector contribui com 500 milhões de euros para o PIB e tem de libertar meios financeiros constantemente” (modernização da frota).
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