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Correio da Manhã

Economia
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PRIVATIZAÇÃO DA PORTUCEL É BOA

O ministro da Economia disse ontem, durante uma visita à Unicer, em Matosinhos, que o processo de privatização da Portucel “foi avalizado pelo mercado com o aumento de 15 por cento do valor das suas acções” em Bolsa.
23 de Outubro de 2003 às 00:00
O ministro garante que não privilegiará ninguém
O ministro garante que não privilegiará ninguém FOTO: José Barradas
Carlos Tavares disse que o Governo “não priveligiará nenhum accionista”. Recorde-se que a Assembleia da Portucel para votar a privatização de um quarto do capital da empresa através da entrada do consórcio Cofina/Lecta vai realizar-se dia 31.
O ministro defendeu também que o processo “gerou uma solução de maioria portuguesa, que cumpre todos os requisitos do caderno de encargos segundo o próprio júri” e, por isso, é “bom para a empresa e para os accionistas”.
Na visita à Unicer, Carlos Tavares assistiu à apresentação de três novos projectos da cervejeira: automatização e robotização de linhas de enchimento, optimização de serviço de assistência técnica através de tecnologias de mobilidade e inauguração de instalações de I & D. O ministro salientou a relevância que é dada no Prime aos incentivos à inovação e revelou que, no recente relatório sobre regiões e sectores deprimidos, a Unicer é apontada como uma das âncoras da região.
“A cultura de inovação é uma questão de sobrevivência para Unicer”, disse por sua vez o presidente da empresa, Ferreira de Oliveira. Por isso, a empresa gasta dois a três milhões de euros anuais em estudos de mercado e tem protocolos de I & D com 12 institutos de ensino superior.
Carlos Tavares disse também “que não há falta de investimento público em quantidade, mas sim em qualidade”. Por isso, sublinhou o acordo, a ser assinado sábado em Vila do Conde, para o novo investimento da Infineon. Um dos projectos que o Ministério está disposto a apoiar é o do Parque de Negócios de Ourivesaria de Gondomar.
UNICER
12 MILHÕES
O investimento da Unicer nos três projectos ontem apresentados a Carlos Tavares representa uma soma de 12 milhões de euros.
112 ANOS
A Unicer labora desde há 112 anos e nas suas unidades fabris de Leça (Matosinhos), Santarém e Loulé produz diariamente 2,7 milhões de litros de bebidas. No último ano lançou mais de uma dezena de produtos novos.
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