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Correio da Manhã

Economia
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Privatização da TAP será o maior desafio em 2012

O presidente da TAP considera que a privatização da transportadora será o maior desafio em 2012 e alerta para possíveis "dificuldades adicionais", como a nova taxa de carbono, que terá um impacto de 15 milhões de euros nos custos.
23 de Dezembro de 2011 às 16:25
"Tenho consciência de que existem dúvidas e receios, mas do que não tenho dúvidas é de que não podemos continuar a viver nas circunstâncias dos últimos anos, em que o Estado não pode continuar a ajudar como um accionista normal poderá", escreve
'Tenho consciência de que existem dúvidas e receios, mas do que não tenho dúvidas é de que não podemos continuar a viver nas circunstâncias dos últimos anos, em que o Estado não pode continuar a ajudar como um accionista normal poderá', escreve FOTO: Lusa

Numa mensagem publicada no jornal da TAP, divulgado esta sexta-feira, Fernando Pinto afirma que a companhia aérea "atinge o final de 2011 com estabilidade e confiança no futuro, não obstante todas as circunstâncias que marcaram o período".  

Para o próximo ano, o presidente da TAP afirma que o "maior desafio" será a privatização da companhia aérea.  

"Tenho consciência de que existem dúvidas e receios, mas do que não tenho dúvidas é de que não podemos continuar a viver nas circunstâncias dos últimos anos, em que o Estado não pode continuar a ajudar como um accionista normal poderá", escreve Fernando Pinto.  

O presidente da TAP diz que "o estatuto" da companhia "pode mudar, mas o essencial é que com a privatização não se altere aquilo que é fundamental e basilar: que a empresa continue a ter um papel-chave para Portugal, com o seu 'hub' [centro de operações] em Lisboa, permitindo-lhe continuar a ligar a Europa à África e ao Brasil".  

Fernando Pinto alerta também para possíveis dificuldades em 2012: "Além de se prever que persista a crise na Europa, é igualmente previsível que dificuldades adicionais possam surgir."  

Neste âmbito, dá como exemplo a nova taxa de carbono, "que se prevê [que] afecte a factura de custos da TAP em cerca de 15 milhões de euros". 

Esta semana, o presidente da TAP afirmou, em declarações aos jornalistas, que "há um grande grupo de empresas interessadas na privatização" da companhia, com as quais têm mantido "conversas informais", adiantando que "existem várias hipóteses de bons parceiros".  

Na altura, Fernando Pinto adiantou que "a razão do interessa na TAP é o posicionamento estratégico da companhia aérea em relação a África e à América do Sul", admitindo que a empresa de manutenção no Brasil pode ser vendida "em conjunto ou em processo separado".   

A TAP integra o conjunto de empresas que o Governo vai privatizar no âmbito do Memorando de Entendimento assinado com a 'troika' internacional (Fundo Monetário Internacional, Comissão Europeia e Banco Central Europeu). 

O Orçamento do Estado para 2012 prevê a conclusão da venda das participações do Estado na EDP, na REN e na Galp, e o lançamento dos processos de privatização dos CTT, da TAP e da ANA.  

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