Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
3

Privatizações: "Vão-se os anéis, fiquem os dedos"

As privatizações não estão a ser feitas ao desbarato e visam garantir a sobrevivência da rede de protecção social do Estado, disse esta segunda-feira a secretária de Estado do Tesouro, Maria Luís Albuquerque.
1 de Outubro de 2012 às 16:24
Maria Luís Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro
Maria Luís Albuquerque, secretária de Estado do Tesouro FOTO: Bruno Simão / Jornal de Negócios

"Não é por acaso que o povo diz 'vão-se os anéis e fiquem os dedos'", afirmou Albuquerque na cerimónia do 40.º aniversário da Ordem dos Revisores Oficiais de Contas. "E os dedos que estamos a trabalhar para salvar são os cuidados de saúde, a protecção social dos mais desfavorecidos, o acesso à educação de qualidade para todos."

A secretária de Estado repudiou a crítica de que o governo está "a vender as jóias da coroa a preço de saldo, de que este não é o momento para vender, que num futuro, indefinido, poderíamos fazê-lo em condições adequadas".

A secretária do Estado argumenta que as empresas privatizadas "continuam em Portugal, a dar trabalho a portugueses, a pagar impostos no país e a projectar a nossa capacidade técnica além-fronteiras", e que as privatizações fazem com que os investidores estrangeiros tenham interesses próprios no "sucesso" da economia portuguesa.

"Porque parece assumir-se que o valor que representam ultrapassará incólume uma das crises mais profundas que o país já atravessou?", disse ainda a secretária de Estado.

Secretária de Estado Maria Luís Albuquerque Privatizações Economia Crise
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)