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Correio da Manhã

Economia
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Produção da Opel parada

A greve de ontem na Opel da Azambuja levou à paralisação total da linha de produção, o que significa a perda de 320 automóveis, uma situação “muito prejudicial” para a General Motores (GM) Portugal, segundo o porta-voz da empresa.
11 de Março de 2005 às 00:00
Na Opel da Azambuja trabalham cerca de 1200 pessoas
Na Opel da Azambuja trabalham cerca de 1200 pessoas FOTO: Natália Ferraz
“Com a greve estamos a dar um sinal errado à GM Europa, numa altura em que se está a decidir a produção, para 2008, do novo modelo Combo”, sublinhou ao CM o representante da Opel, Miguel Tomé.
Paulo Vicente, da Comissão de Trabalhadores, garantiu que a adesão à greve esteve “perto dos 100 por cento” na linha de produção, mas os serviços administrativos não aderiram “como é habitual”.
Os trabalhadores exigem um aumento salarial de 75 euros mas a administração propõe uma actualização de dois por cento, indexada à taxa de inflação. A administração defende ainda um mecanismo de flexibilidade, que permita parar a fábrica quando a procura baixar e chamar os trabalhadores dois sábados por ano quando houver um pico. Os trabalhadores só aceitam se houver “contrapartidas”.
Segundo Miguel Tomé, em todas as fábricas da Europa da GM foram assinados acordos sociais que prevêem este mecanismo.
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