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Correio da Manhã

Economia
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Produzir electricidade a partir de bagaço de cana

No dia em que foi oficialmente inaugurada a barragem de Peixe Angical, que dá à Energias do Brasil (empresa detida a 100% pela EDP) uma capacidade de produção energética de 1.043 MW, soube-se que o próximo investimento da companhia portuguesa pode ser a construção de centrais de biomassa para a produção de electricidade a partir do bagaço da cana de açúcar.
28 de Novembro de 2006 às 00:00
Em declarações ao Correio da Manhã, Custódio Miguens, presidente da Enerpeixe, revelou que existem estudos sobre essa possibilidade. “A decisão do investimento deverá ficar clarificada no primeiro semestre de 2007”, adiantou aquele responsável. Miguens acrescentou que “o Brasil já tem experiência na produção de electricidade através da biomassa, mas ainda com caldeiras de baixa capacidade”. O aproveitamento dos desperdícios da cana de açúcar pode constituir um combustível de alto valor calórico.
O Brasil tem uma safra de cana de açúcar da ordem dos 400 milhões de toneladas/ano, mas irá aumentar essa capacidade para os 600 milhões em 2010. A maioria da cana (75%) é já aproveitada para a fabricação de carburante que abastece cerca de 75% da frota de automóveis que circula no Brasil.
Quanto a Peixe Angical, ontem inaugurada com a presença do ministro brasileiro da Energia, o ministro da Economia, Manuel Pinho e o presidente da EDP, António Mexia, o investimento deverá gerar retorno no prazo de oito anos e ter um impacto importante nas contas da Energias do Brasil já em 2007.
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