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Correio da Manhã

Economia
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Projecto de Vieira sem limitações

O projecto turístico Verde Lago, da responsabilidade da empresa Inland, ligada a Luís Filipe Vieira, presidente do Benfica, é o único considerado estruturante, dos cinco que estão em marcha ou previstos para o concelho de Castro Marim e hoje mesmo a autarquia algarvia deve aprovar a operação de loteamento do espaço.
2 de Junho de 2006 às 00:00
Projecto de Luís Filipe Vieira avança dentro dos prazos previstos
Projecto de Luís Filipe Vieira avança dentro dos prazos previstos FOTO: Marta Vitorino
“Tem todos os pareceres técnicos favoráveis e estamos em condições de dar esse passo”, confirma o presidente da Câmara, José Estevens, adiantando ainda que o Verde Lago “já está incluído entre os projectos de Potencial Interesse Nacional (PIN) e viu despachada favoravelmente a Declaração de Impacte Ambiental.”
O equipamento representa um investimento total de cerca de 200 milhões de euros e terá 2041 camas, num complexo que incluirá hotel de cinco estrelas, aldeamento com moradias geminadas, um espaço de comércio e serviços e um campo de golfe de 18 buracos.
Três outros projectos turísticos do concelho seguem “a sua evolução normal”, segundo José Estevens. Almada do Ouro (investimento inglês de cerca de 300 milhões de euros e 2800 camas) já viu aprovada a operação de loteamento e os alvarás poderão ser emitidos ainda este Verão, a Quinta do Vale (100 milhões de capital espanhol, 750 camas) está numa fase sensivelmente idêntica à do projecto anterior e já dispõe do estatuto PIN e de Declaração de Impacte Ambiental favorável e, por último, o Castro Marim Golfe (200 milhões de investimento holandês e 1250 camas) é o projecto mais adiantado e em breve será inaugurado o ‘club-house’ do golfe.
REVÉS NO CORTE VELHO
O projecto da Corte Velho, no Azinhal (2100 camas e 200 milhões de euros de investimento inglês), sofreu um revés, com a Declaração de Impacte Ambiental desfavorável, emitida pelo secretário de Estado do Ambiente.
“Houve alguma precipitação do promotor na forma como o processo foi elaborado. Não estão em causa valores ambientais significativos e confio, agora, numa decisão favorável do secretário de Estado do Ordenamento do Território”, refere o autarca José Estevens.
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