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Correio da Manhã

Economia
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Projeto na Comporta deixa ‘voar’ licença

Hotel de 5 estrelas, spa, moradias e campo de golfe não chegaram sair do papel.
Diana Ramos 22 de Junho de 2019 às 01:30
Zona da Herdade da Comporta viu os projetos turísticos serem congelados
Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo
Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo
Zona da Herdade da Comporta viu os projetos turísticos serem congelados
Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo
Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo
Zona da Herdade da Comporta viu os projetos turísticos serem congelados
Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo
Ana Mendes Godinho, Secretária de Estado do Turismo
Foi anunciado com pompa e circunstância como o primeiro grande projeto turístico do pós-crise em Portugal, em 2014.

O Comporta Dunes Hotel & Spa, do Grupo Espírito Santo (GES), era um complexo hoteleiro de 5 estrelas a instalar no concelho de Grândola e que devia estar construído em julho de 2016.

Esta sexta-feira, por despacho da secretária de Estado do Turismo, perdeu a licença de utilidade turística.

Integrado no conjunto de empresas da Rioforte, a empresa do GES que agrupava as participações não financeiras da família Espírito Santo, o Comporta Dunes Hotel & Spa chegou a contar com a presença do então ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira, no lançamento do projeto, já que o empreendimento teve o apoio, através de um contrato de investimento, da AICEP e deveria integrar verbas do QREN.

Questionado pelo CM, o Ministério da Economia explicou que a Herdade da Comporta esgotou o prazo de validade de 30 meses para execução do empreendimento.

"Este empreendimento turístico nunca foi construído, pelo que não foram cumpridas as condicionantes impostas no despacho" que atribui a licença, em 2014.

Por isso, frisa o Governo, "procedeu-se agora à revogação da utilidade turística atribuída por incumprimento do projeto, através do despacho da Secretária de Estado do Turismo".

Hotel e spa do GES nunca foi construído
O empreendimento Comporta Dunes Hotel & Spa previa a construção de 36 moradias, com uma área total de 36,5 hectares, um hotel com 40 unidades de alojamento e spa, assim como um campo de golfe de 18 buracos.

O projeto representaria um investimento de 92 milhões de euros.

O hotel estava projetado para nascer junto à aldeia do Carvalhal, perto da praia do Pego.

Este empreendimento nada tem que ver com os lotes de terreno adquiridos à Gesfimo, também da Rioforte, pela empresária Paula Amorim.
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