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Correio da Manhã

Economia
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PT diz não à Telefonica

A espanhola Telefonica ofereceu 5,7 mil milhões de euros pela participação da Portugal Telecom na operadora móvel brasileira Vivo. Uma oferta que foi imediatamente recusada por Zeinal Bava, presidente da comissão executiva. "Vender a Vivo significaria amputar o futuro da PT," disse aquele responsável. A operadora brasileira já representa cerca de 50 por cento do total das receitas da PT.
12 de Maio de 2010 às 00:30
Zeinal diz que vender era “hipotecar o futuro da Portugal Telecom”
Zeinal diz que vender era “hipotecar o futuro da Portugal Telecom” FOTO: Lusa

 "A Vivo é um pilar de crescimento fundamental do nosso futuro e o nosso compromisso é fazer a Vivo crescer e criar valor para todos os accionistas", acrescentou Bava. O Governo, que detém uma golden share na empresa (500 acções especiais de tipo A), adiantou que este assunto "é uma matéria essencialmente da administração da PT", afirmou Paulo Campos, em declarações aos jornalistas à margem das Conferências da Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP), que decorreram hoje em Lisboa. O secretário de Estado das Obras Públicas, que tutela o sector das Comunicações, adiantou que "se formos chamados a dar a nossa opinião no lugar de accionistas da PT, faremos como os outros accionistas na sua sede própria", acrescentou o secretário de Estado.

A Telefonica já se manifestou "desapontada" com a recusa da PT. As acções da operadora espanhola caÍram ontem 3,6%.

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