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Correio da Manhã

Economia
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Quase duas mil casas vendidas em 60 leilões

O leilão de imóveis foi iniciado em Portugal pelas empresas Luso-Roux e Euro Estates há três anos. Desde então, a Luso-Roux vendeu 1385 habitações e escritórios em 48 leilões; a Euro Estates, 600 em 12 leilões. Esta comercialização inovadora de espaços habitacionais e empresariais no nosso país resultou num volume de negócios da ordem dos 250 milhões de euros.
14 de Janeiro de 2007 às 00:00
Para 2007, as referidas empresas esperam bater recordes, não só no número de imóveis arrematados anualmente mas também na quantidade de leilões e respectivos volumes de negócios.
A compra de residências, garagens ou escritórios por licitação pode ter feito baixar os preços praticados no mercado imobiliário tradicional.
Diogo Livério, director comercial da Euro Estates, declarou ao Correio da Manhã que “ainda será cedo” para os leilões serem “uma causa directa da descida dos preços, mas serão, sem dúvida, um dos factores que contribuíram para a correcção ou nivelação de valores do mercado, porque o leilão é a forma mais justa, quanto à Euro Estates, para a compra de uma fracção, e é o cliente que decide o valor pelo qual está disposto a adquirir um determinado bem imóvel”.
Já Ana Luísa Ferro, directora comercial da Luso--Roux, disse ao nosso jornal que “o volume de imóveis transaccionado nos leilões não explica por si só o decréscimo de valores no mercado imobiliário”.
Segundo a responsável da Luso-Roux, “tal redução dever-se-á, fundamentalmente, ao excesso de oferta, ao acréscimo de malparado junto das instituições de crédito por força do agravamento das taxas de juro, da evolução do desemprego e das taxas de divórcio”.
No entanto, Ana Luísa Ferro prevê que os preços diminuam nas habitações do “segmento médio-baixo, em segunda-mão, localizadas nas periferias dos grandes centros urbanos.” Isto porque “a Luso-Roux está vocacionada” para esse segmento.
APONTAMENTOS
PROFISSIONALISMO
Diogo Livério, director comercial da empresa Euro Estates, considera o mercado imobiliário “fundamental para a nossa economia”, razão por que, cada vez mais, é preciso actuar com “profissionalismo, rigor e transparência, características estas que estão inseridas na metodologia da Euro Estates”.
VANTAGENS
A Euro Estastes prevê que os leilões de imóveis tenham um grande crescimento no nosso país, porque há “grandes vantagens, tanto do ponto de vista do vendedor como do comprador do imóvel.”
SALDOS
A Remax tem, de 7 deste mês a 28 do próximo, cerca de três mil imóveis em saldos até 47 por cento. A baixa de preço é, em média, de 16 300 euros. Só na manhã da passada quarta-feira a empresa vendeu dez habitações.
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