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Correio da Manhã

Economia
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Quebra a pique das receitas

Os investimentos avultados em zonas industriais sem ocupação e a crise na construção civil, que provocou uma queda a pique das receitas, estão na origem da dívida de 64,9 milhões da Câmara Municipal de Santa Maria da Feira. A autarquia está entre as mais endividadas do País e foi uma das que recorreram ao Programa de Apoio à Economia Local (PAEL). Segundo Emídio Sousa, vice-presidente do município, a situação obriga a uma gestão de rigor.

1 de Março de 2013 às 01:00

"Nos últimos cinco anos, muito por culpa do setor da construção, as receitas caíram mais de 80 por cento, o que causou um desequilíbrio nas contas da autarquia. O PAEL é uma oportunidade de conseguirmos financiamentos com juros controlados" garante o autarca. Apesar da situação preocupante, Emídio Sousa garante que as contas estão controladas.

Zonas industriais, como a da freguesia de Romariz, estão quase desertas. O Parque Empresarial da Cortiça, até há pouco tempo um dos grandes motores económicos do concelho, foi abandonado após um investimento de 2,5 milhões.

O vice-presidente da autarquia afirma que o dinheiro gasto não representa um prejuízo real para os cofres da câmara, sustentando que a verba foi aplicada na construção da estrada entre Santa Maria da Feira e Nogueira da Regedoura, uma via importante nas ligações rodoviárias do concelho.

Com a taxa de desemprego a aumentar, a autarquia cortou no orçamento da ação social, mas reforçou os programas de apoio aos desempregados através de parcerias com as Instituições de Solidariedade Social locais.

DISCURSO DIRETO

ARTUR ARAÚJO DIAS, ASSOCIAÇÃO EMPRESARIAL

"TAXAS NÃO SÃO ACEITÁVEIS"

Correio da Manhã - A Câmara de Santa Maria da Feira tem apoiado os empresários?

Artur Dias - Sim. A câmara dispõe de um gabinete de apoio ao empresário, que mantém uma relação estreita com a associação empresarial, disponibilizando um conjunto de serviços e informação de apoio, de natureza industrial, comercial, de serviços e agrícola.

- As taxas e licenças têm valores aceitáveis?

- Tendo em conta o momento atual e a crise que o País atravessa, consideramos que as taxas e licenças se revelam como não aceitáveis.

- O estacionamento e as acessibilidades são um problema?

- As acessibilidades são boas. Já quanto ao estacionamento, nas zonas de maior densidade urbana, em particular na cidade de Santa Maria da Feira, é sempre um problema.

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