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Correio da Manhã

Economia

Quebra de 30% na produção de castanha

O Verão prolongado provocou uma quebra de 20 a 30 por cento na castanha nas Terras de Montenegro, Valpaços, onde cerca de 80 por cento das famílias têm como principal fonte de rendimento a produção deste fruto.
11 de Novembro de 2011 às 12:34
A produção de castanha é a principal fonte de rendimentos das famílias da região
A produção de castanha é a principal fonte de rendimentos das famílias da região FOTO: DR

No dia em que se assinala o São Martinho, e que, por tradição, se come a castanha e se prova o novo vinho, Alípio Barreira, presidente da Junta de Freguesia de Carrazedo de Montenegro, concelho de Valpaços, fez um balanço desta campanha.

O autarca referiu que os produtores se queixam de uma redução da produção de castanha, uma consequência das condições climatéricas, Verão muito quente e seco até ao final de Outubro, que impediram o desenvolvimento do fruto.

A quebra ronda, segundo Alípio Barreira, entre os "20 a 30 por cento". No entanto, explicou que, no início da campanha, se temia um decréscimo ainda mais acentuado.

"Depois, quando começou a chover, melhorou a produção e a qualidade da castanha", salientou.

Apesar de não ter diminuído tanto quanto se temia, o autarca disse que "é uma situação preocupante" porque cerca de 80 por cento das famílias que habita neste território vive "essencialmente" da produção da castanha.

"Sempre que diminui, isso vai reflectir-se no comércio local e na forma de viver das pessoas", sublinhou.

Alípio Barreira referiu ainda que o preço pago ao produtor, dois euros por quilo, ajudou a "compensar um pouco a quebra na produção". 

A castanha desta região é escoada na sua totalidade, quer para o mercado interno, onde predomina o consumo em fresco, quer para países como França, Espanha e Brasil.

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