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Correio da Manhã

Economia
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Quebras de produção de cereja atinge 70%

O prolongado e rigoroso inverno prejudicou a floração e depois o crescimento do fruto.
10 de Junho de 2013 às 01:00

No fim de semana em que decorreu a Festa da Cereja do Fundão, os produtores locais tiveram poucos motivos para comemorar. A campanha deste ano está aquém das expectativas e os agricultores queixam-se de quebras de produção que variam entre os 30 e os 70 por cento. Numa área onde, segundo dados do Ministério da Agricultura, é habitual colher de maio a julho, cerca de 9 mil toneladas de cereja, este ano a colheita não deverá ultrapassar as 6 mil toneladas.

"O inverno prolongou-se até abril, e quer a chuva, quer o frio, afetaram a floração e, depois, o crescimento da cereja", explica Jorge Mendes, produtor que até agora teve uma quebra de produção de 50 por cento em relação ao ano passado.

Números que vão ao encontro dos da Cerfundão, que embala e comercializa a cereja de quase metade dos produtores da região. "Este ano estávamos a contar processar 600 toneladas, e faturar cerca de um milhão de euros, mas não deveremos ultrapassar as 450", diz Pedro Catalão, diretor comercial da cooperativa, que espera que as condições climatéricas estabilizem nos próximos dias, sob pena de a campanha piorar ainda mais.

A Cerfundão recebe, embala e comercializa a produção de 300 agricultores da Cova da Beira. A ideia é criar massa crítica para ganhar poder de negociação no mercado. Em 2012, a cooperativa processou 370 toneladas e este ano, os responsáveis esperam atingir as 450.

economia Cova da Beira produtores cerejas
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