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Correio da Manhã

Economia
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Ramalho admite que podem sair mais 350 trabalhadores do Novo Banco

Bruxelas exigem que 1 500 trabalhadores saiam do banco até 30 de junho.
22 de Fevereiro de 2017 às 22:46
O presidente do Novo Banco, António Ramalho
O presidente do Novo Banco, António Ramalho FOTO: Luís Forra/Lusa
O presidente do Novo Banco, António Ramalho, admitiu esta quarta-feira que os programas de rescisões voluntárias e de reformas antecipadas poderão implicar a saída de "um número aproximado de 350" trabalhadores da instituição.

"Nas reformas antecipadas, estamos à espera de atingir um valor entre as 180 e 200 pessoas. Ao nível das rescisões voluntárias, depende muito de as pessoas quererem ou não rescindir", mas esse programa poderá atingir "os 150 trabalhadores", "o que dará um número aproximado de 350", no global, afirmou.

O presidente do Novo Banco (NB) falava aos jornalistas em Évora, à margem do encontro "As Novas Culturas e Tendências do Setor Agrícola", integrado no Ciclo de Conferências Novo Banco Empresas, promovido por esta instituição bancária.

António Ramalho confirmou a reunião, realizada na terça-feira, com a Comissão de Trabalhadores e os sindicatos para lhes "dar nota da continuação de um programa de reformas antecipadas", aberto "a colaboradores com mais de 58 anos", e do lançamento, "simultaneamente e pela primeira vez", de "um programa voluntário de rescisões".

O objetivo passa por "assegurar que, no final", o Novo Banco cumpre a exigência fixada por Bruxelas, "há já bastante tempo", de a entidade obter uma redução "de 1.500 trabalhadores, até 30 de junho".

"Naturalmente, quando se trata de pessoas, não se trata de números exatos, trata-se de números aproximados. O nosso objetivo é estabelecer e garantir os compromissos que já estavam previamente determinados", afirmou.

E, por se tratar de uma exigência feita ao banco, a administração tem de a cumprir, disse, sublinhando: "Nós nem a queremos discutir, apenas a vamos cumprir. São essas as condições que foram estabelecidas ao banco, o banco está habituado a cumpri-las".

O programa de rescisões voluntárias no Novo Banco arrancou hoje e termina a 10 de março, reservando-se a instituição o direito de ter a 'palavra final' sobre os candidatos, isto é, um trabalhador pode querer aderir e a administração pode impedi-lo de avançar com o processo.

Desde novembro de 2015, saíram do Novo Banco 1.142 trabalhadores (excluindo as operações internacionais) e, levando em conta as vendas - ainda não concretizadas do Novo Banco Ásia e do Banque Espírito Santo et de la Vénétie (França) -, o total eleva-se para 1.327 pessoas.

Quanto aos balcões, o Novo Banco precisa de encerrar mais 70 agências para cumprir o objetivo de ter 550 balcões na atividade doméstica no final da primeira metade do ano.
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