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Correio da Manhã

Economia

RECER REFORÇA INVESTIMENTO NA DECORAÇÃO

Até ao final do ano, a Recer pretende investir cerca de cinco milhões de euros na criatividade, para desta forma ir ao encontro de novas soluções decorativas globais.
23 de Setembro de 2002 às 22:08
"É preciso modernizar, para desta forma ser possível competir nos mercados internacionais", adianta Antero Calvo. Os investimentos culminarão na inauguração do "Show Room" do Porto, "mais um grande desafio para a empresa", acrescenta o mesmo responsável.

De acordo com Antero Calvo, "a maior penalização que este e outros sectores de actividade enfrentam está relacionada com o insuficiente reconhecimento internacional da imagem de marca Portugal, ao contrário do que acontece noutros países europeus". E, é neste sector que o papel do Estado ganha uma maior importância, já que "é ao Governo que compete criar as condições necessárias para que os produtos portugueses sejam reconhecidos a nível internacional", acrescenta.

O ministro da Economia, Carlos Tavares, presidiu, ontem, à sessão de comemoração dos 25 anos de actividade da Recer, empresa de cerâmica instalada em Oliveira do Bairro, o maior empregador local, já que assegura mais de 10 por cento do emprego da região da Bairrada.

"Ao longo destes 25 anos houve um empenhamento profissional e um investimento bastante grande por parte da Recer, tanto na área industrial, comercial e no aspecto do bem-estar interno e externo. Para haver aumento da produtividade tem que haver investimento", afirma Antero Calvo, presidente do Conselho de Administração da empresa.

Nos últimos três anos foram investidos mais de 40 milhões de euros no grupo Recer e o volume de negócios atingiu os 45 milhões de euros.

Promover a mobilidade do trabalho

O presidente do conselho de Administração da Recer, Antero Calvo, defendeu, ontem na cerimónia de comemoração dos 25 anos de actividade da empresa, o fim do rendimento mínimo garantido e de desemprego, que deveria ser substituído por um subsídio de apoio à mobilidade dos trabalhadores.

Com esta medida, Antero Calvo pretende combater a falta de mão--de-obra em algumas zonas do País.

"A Recer certamente que seria uma das muitas empresas a aceitar jovens vindos sobretudo das grandes cidades, já que nesta região há falta de trabalhadores", afirma o responsável.

Carlos Tavares, ministro da Economia, que também se encontrava na sessão de comemoração adiantou que "o Governo está a criar medidas para fomentar a mobilidade dos trabalhadores, que poderá ou não passar por um projecto do género".

No entanto, o ministro não revelou quais as medidas que o Estado pretende tomar neste sentido.
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