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Correio da Manhã

Economia
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Recrutar para os Palop

Empresa lançou plataforma para encontrar talentos disponíveis para trabalharem em África
12 de Abril de 2013 às 15:00

Correio da Manhã – A Michael Page lançou uma estrutura de recrutamento para os PALOP. Porquê?

António Costa – Esta estrutura de recrutamento para África já existia, com sede em Paris. Em Portugal também fazíamos alguns projetos. O grupo achou que, havendo já esta experiência e a proximidade de um interlocutor a falar a mesma língua dos candidatos – quer dos portugueses que vão para fora, como dos próprios angolanos ou moçambicanos ou cabo-verdianos – isso era uma mais-valia.

– A crise económica tem afetado o número de ofertas de trabalho existentes?

– Nós trabalhamos por setores de atividade e a crise não está em todos os setores, há uns mais afetados do que outros. Curiosamente, o início de 2013 tem demonstrado algum dinamismo e um crescimento de projetos. Isto pode ser resumido assim: as empresas emagreceram de tal forma as suas estruturas para se adaptarem à crise que a partir do momento em que ganham novos projetos precisam de recrutar.

– Em Portugal quais são os setores que sentem menos a crise?

– A aeronáutica, por exemplo, com a entrada da Embraer em Portugal. A indústria mineira, também.

– Do lado dos candidatos, o facto de haver mais desemprego facilita a escolha do melhor profissional para o cargo?

– O número de respostas aumentou exponencialmente, mas a qualidade é a mesma, o que significa muito mais trabalho para termos o mesmo resultado. O que muda muito é que como é muito mais difícil voltar ao mercado de trabalho há uma maior disponibilidade das pessoas para aceitarem projetos.

– Qual é a característica fundamental que um candidato deve mostrar para ser recrutado?

– Acima de tudo motivação. Quando se recruta para expatriar, acima de tudo é preciso motivação, além das características técnicas que são pedidas. Motivação e maturidade. A saída do País deve ser algo bem pensado.

– Qual é a faixa etária com maior recetividade em sair do País?

– Muito pelas condições que se vivem no nosso país, hoje em dia são todas. Temos pessoas com mais de 55 anos, que não são um ‘target’ usual para expatriar e que estão hoje disponíveis para isso.

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