Barra Cofina

Correio da Manhã

Economia
6

Recuperação de dívidas de Vieira gerou dúvidas

Máximo dos Santos confirmou a deputados que teve dúvidas sobre viabilidade do fundo criado.
Diana Ramos 17 de Setembro de 2020 às 08:29
Luís Máximo dos Santos esteve na comissão de Orçamento e Finanças
João Paulo Correia anunciou 
a iniciativa do PS
Luís Máximo dos Santos esteve na comissão de Orçamento e Finanças
João Paulo Correia anunciou 
a iniciativa do PS
Luís Máximo dos Santos esteve na comissão de Orçamento e Finanças
João Paulo Correia anunciou 
a iniciativa do PS
O presidente do Fundo de Resolução, Luís Máximo dos Santos, confirmou esta quarta-feira ter levantado dúvidas sobre a recuperabilidade das dívidas da Promovalor, empresa de Luís Filipe Vieira, presidente do SL Benfica, o que motivou a recomendação ao Novo Banco para que levasse a cabo uma auditoria independente à viabilidade do fundo criado para absorver os créditos e ativos no âmbito da reestruturação acordada.

Máximo dos Santos explicou aos deputados da comissão de Orçamento e Finanças que a auditoria da Deloitte não dá resposta às questões levantadas pelo Fundo de Resolução sobre “o mérito” da renegociação levada a cabo. Mas foi o secretário-geral do Fundo de Resolução, João Freitas, quem detalhou o pedido daquele organismo à gestão do Novo Banco.

“O que o Fundo [de Resolução] pediu [ao Novo Banco] tinha outra dimensão, relacionada com a análise financeira sobre o mérito da avaliação e viabilidade do fundo [criado para assumir a dívida da Promovalor] e perspetivas de recuperabilidade [das dívidas]”. “A parte que diz respeito à análise financeira da constituição do fundo não cabia na auditoria pedida pela AR.”

Já sobre as negociações entre o Governo e a esquerda para travar novas injeções no Novo Banco com origem no Orçamento do Estado, Máximo dos Santos frisou que seria o “desastre total” se o Novo Banco fosse colocado em risco.

Banca pressionada a ajudar na solução
O Governo tem feito pressão para que seja formado um sindicato bancário que financie uma nova injeção de capital no Novo Banco, de forma a garantir o apoio da esquerda parlamentar, que rejeita a entrada de mais verbas no banco por via do Orçamento do Estado, avançou esta quarta-feira o ‘Jornal de Negócios’.

PS propõe nova comissão de inquérito
O PS quer avançar com uma nova comissão parlamentar de inquérito, centrada nas perdas do Novo Banco e na venda falhada da instituição em 2016. “Queremos que tenha o objeto o mais amplo possível e que se parta para ela sem conclusões antecipadas”, explicou o deputado João Paulo Correia. O partido apresentará uma proposta para formar essa comissão, que vê como “necessária” para clarificar “dúvidas que permanecem”.

PCP aperta Costa para nacionalizar
O PCP vai insistir na nacionalização do Novo Banco no Orçamento do Estado de 2021. Nesse sentido, faz votar já esta sexta-feira uma resolução que o líder parlamentar João Oliveira encara como “um momento para clarificar” as posições do PS, após a venda à Lone Star no último governo. Os comunistas prometem trazer o dossiê, também em outubro, na discussão das contas públicas de 2021.
Ver comentários