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Correio da Manhã

Economia
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Rendas de habitação congelam no próximo ano

Inflação média dos últimos 12 meses está em -0,04%. Rendas sobem há cinco anos.
Sónia Dias 4 de Agosto de 2020 às 08:45
Rendas de casa
Rendas de casa FOTO: Tiago Sousa Dias
As rendas deverão ficar congeladas no próximo ano, depois de aumentos consecutivos nos últimos cinco anos.

O valor exato da atualização só será conhecido em setembro, quando o Instituto Nacional de Estatística publicar a inflação relativa a agosto sem habitação, mas os dados conhecidos na última semana permitem já antever que o valor que serve de referência para a atualização em 2021 dos contratos de arrendamento urbano e rural não se afastará muito dos -0,04% registados em julho.

Com uma forte pressão sentida nos preços nos últimos meses, devido à pandemia da Covid-19, a taxa média de inflação está assim em terreno negativo. Para que a média saia dos -0,04% e passe para valor positivo, ditando um novo aumento de rendas, será preciso que em agosto haja um aumento expressivo dos preços, o que não é esperado.

O coeficiente de atualização aplica-se às rendas habitacionais (renda livre ou renda apoiada) e às rendas não habitacionais (comerciais e industriais). Excluídos ficam os contratos de arrendamento feitos antes de 1990, no caso dos habitacionais, ou de 1995, no caso dos comerciais. Os contratos em transição para o Novo Regime do Arrendamento Urbano ficam também excluídos.
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