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Correio da Manhã

Economia
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Rescisões: "Seriam números absolutamente chocantes"

O ministro das Finanças, Vítor Gaspar, não fechou esta segunda-feira, na RTP, a porta ao prolongamento da suspensão dos subsídios de férias e de Natal para a Função Pública para lá de 2013.
17 de Outubro de 2011 às 22:37
Quanto ao cenário de cumprimento do plano de assistência financeira, Gaspar avisou: "A interrupção abrupta do financiamento seria uma verdadeira catástrofe"
Quanto ao cenário de cumprimento do plano de assistência financeira, Gaspar avisou: 'A interrupção abrupta do financiamento seria uma verdadeira catástrofe' FOTO: Lusa

Questionado se o montante de corte na despesa poderia ser alcançado com rescisões amigáveis no sector público, ao invés da eliminação provisórios dos subsídios, a resposta foi "não é uma alternativa". Mas, se fosse, "seriam números absolutamente chocantes" e 100 mil rescisões não seria um valor descabido.
 
Na explicação que deu para aplicar a suspensão por dois anos dos subsídios de férias e de Natal na Função Pública, o ministro frisou a segurança no trabalho no sector público como contraponto ao privado. E, "não havendo despedimentos na Função Pública, para reduzir a despwsa, não é possível fazê-lo, sem redução de salários. É uma questão aritmética", declarou, recusando sempre, apesar da insistência do jornalista, em se comprometer a rescisões amigáveis como alternativa. Os números seriam entre as 50 a 100 mil rescisões. 
 
Quanto ao cenário de cumprimento do plano de assistência financeira, Gaspar avisou: "A interrupção abrupta do financiamento seria uma verdadeira catástrofe".
  
E o objectivo é cumprir o plano até porque "as comparações entre os dois países, (Portugal e a Grécia) são infelizes". Cada país é um caso.

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