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Correio da Manhã

Economia
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Revolta contra corte de variantes à EN125

Apanhados de surpresa pelo anúncio do abandono de quatro variantes à EN125 e EN2, os autarcas afectados estão revoltados. "Lamentável" é a palavra que todos utilizam para classificar a decisão. E, pelo menos em Olhão, o presidente da câmara promete reagir.
7 de Outubro de 2012 às 01:00
O congestionamento da EN125 e o aumento da sinistralidade são dois dos problemas apontados
O congestionamento da EN125 e o aumento da sinistralidade são dois dos problemas apontados FOTO: Raúl Coelho

"O Governo está a gozar com os olhanenses e não vamos permitir", garante Francisco Leal. "Vou pedir uma reunião de urgência com o secretário de Estado das Obras Públicas. Se o Governo não voltar atrás, estou a pensar proibir a circulação de pesados na parte da EN125 que passa por Olhão e pertence à câmara", avançou ao CM.

Além de Olhão, foi anunciado o cancelamento das variantes à EN125 de Odiáxere (concelho de Lagos) e Luz de Tavira; bem como da variante da EN2 entre Faro e São Brás de Alportel.

"Todo o trânsito entre Vila Real de Santo António e Faro passa pela Luz de Tavira", refere Jorge Botelho, presidente da Câmara de Tavira. "Com o aumento de circulação na EN125, devido às portagens na A22, a decisão demonstra uma grande falta de senso", sublinha.

Posição partilhada por Júlio Barroso, autarca de Lagos. "Odiáxere é um dos pontos negros da EN125. Esta decisão só vai aumentar a sinistralidade no Algarve", prevê Júlio Barroso.

António Eusébio, de São Brás de Alportel, espera que "ainda seja possível fazer obras" nos pontos mais críticos da EN2.

"VÍTOR GASPAR ESQUECEU-SE DE LER UMA FOLHA"

"Oxalá o ministro Vítor Gaspar não vá à televisão nos próximos tempos, porque sempre que ele lá vai, surgem más notícias para os algarvios." Assim reage Macário Correia ao anúncio do abandono das quatro variantes. E nem o argumento que a decisão permite poupar 155 milhões de euros é justificação para o presidente da Câmara de Faro e da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL). "Há muito onde poupar. Penso que o ministro Vítor Gaspar esqueceu-se de ler uma folha", diz Macário Correia. "Ele tinha mais uma folha, em que falava dos cortes na despesa do Estado e na administração central, mas esqueceu-se de a ler", ironiza.

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