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Correio da Manhã

Economia
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Riqueza cresce 4% sem subida de impostos

Regresso da dívida pública portuguesa a níveis anteriores à pandemia só em 2024.
Wilson Ledo 16 de Abril de 2021 às 08:25
O ministro das Finanças garantiu que não haverá aumento da carga fiscal sobre os contribuintes nos próximos anos
O ministro das Finanças garantiu que não haverá aumento da carga fiscal sobre os contribuintes nos próximos anos FOTO: Tiago Petinga / Lusa
A economia portuguesa deverá crescer 4% neste ano. A previsão consta do Plano de Estabilidade 2021-2025 apresentado esta quinta-feira pelo Governo. O ministro das Finanças, João Leão, garantiu que o País vai enfrentar a crise "sem receio de austeridade e de ter de aumentar impostos".
A subida do PIB fica abaixo da anterior previsão, de 5,4%, penalizado pelo confinamento geral no arranque de 2021. Contudo, a expectativa do Governo é de que a recuperação acelere na segunda metade do ano, também à boleia da vacinação. O Executivo afasta ainda a necessidade de avançar com um Orçamento Retificativo neste ano.

Já para o próximo ano, prevê-se um crescimento da economia de 4,9%, consolidando a vontade de atingir níveis pré-pandemia já em 2022 no que a este indicador diz respeito.

Mas será preciso esperar até 2024 para que o nível da dívida portuguesa volte a ficar abaixo dos 117,6% que o País registava no ano anterior à chegada da Covid-19. Em 2021 deverá ficar nos 128% do PIB, baixando gradualmente nos próximos anos.

É também essa tendência de redução que o Governo espera no défice, que se fixará nos 4,5% do PIB. Só em 2023 voltará a ficar abaixo dos 3%, cumprindo as regras comunitárias que se encontram atualmente suspensas devido à pandemia.

Em resposta aos conselhos da OCDE para mexidas em impostos, João Leão responde com "estabilidade fiscal".

A recuperação será feita apoiada na bazuca europeia, com o ministro a garantir que o Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) terá um impacto de 22 mil milhões de euros na economia nacional até 2025.

Para este ano, o Governo prevê também uma "ligeira melhoria" dos níveis de emprego. Daí que a taxa de desemprego tenha sido revista em baixa, dos 8,2% para 7,3%. Ainda assim, o valor fica acima do registado em 2020.

Saiba mais
3000 Milhões de euros
O ministro das Finanças garantiu que o apoio a fundo perdido para as emprestas, previsto para este ano, supera os três mil milhões de euros, tratando-se de um aumento "substancial" face ao ano passado. Neste balanço, inclui-se o layoff simplificado.

Encontro debate planos
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