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Correio da Manhã

Economia
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Rocha penhorado

A casa onde vive o ex-presidente do Sporting, João Rocha, foi posta à venda em hasta a pública com um valor base de 4,2 milhões de euros, a favor do BES, de acordo com a decisão da 11.ª Vara Cível de Lisboa.
14 de Junho de 2006 às 00:00
João Rocha viu a sua casa penhorada pelo BES
João Rocha viu a sua casa penhorada pelo BES FOTO: Mariline Alves
João Rocha afirmou-se “surpreendido” com a decisão e garantiu ao Correio da Manhã “já estar tudo pago desde há três anos”.
Avaliada em pouco mais de seis milhões de euros, a casa de João Rocha na Lapa está à venda por cerca de 70 por cento do seu valor na sequência de uma acção interposta pelo BES, liderado por Ricardo Salgado, no âmbito de um processo de 1999.
Aliás, ainda de acordo com o anúncio da 11.ª Vara Cível de Lisboa, o prédio urbano foi objecto de penhora no início de 2001.
A execução foi decidida pelo Tribunal que indicou a data de 11 de Setembro de 2006 para abertura das propostas, que deverão ser entregues em carta fechada, tendo definido um valor para a venda de 4,2 milhões de euros.
Trata-se da casa onde vive actualmente o ex-dirigente, encontrando-se ainda a responder por esta dívida Maria Teresa Anjos Rocha, de acordo com a decisão da juíza Maria do Céu Silva.
A publicitação de venda da sua casa surpreendeu o ex--dirigente do Sporting que explicou ao CM ter já dado instruções aos advogados para inquirirem sobre a situação.
“A casa não é minha e a informação que tenho é a de que foi tudo pago”, sublinhou, adiantando que tudo foi regularizado “há três anos”.
Sem querer explicar qual a origem do processo, João Rocha associou este anúncio de uma “situação já resolvida” a uma intenção de “afectar” a sua imagem.
As propostas de compra do edifício situado na Rua de S. Domingos à Lapa deverão ser entregues na secretaria do Tribunal.
DISPUTAS COM O BES
Empresário multifacetado, João Rocha tem um seu nome associado ao futebol, sobretudo devido ao facto de ter sido presidente do Sporting entre 1973 e 1986. Mas é também um conhecido investidor tendo-se envolvido, em 2002, numa contestação ao BES, impugnando decisões de uma assembleia geral.
Na época, notícias deram conta de incumprimento de um empréstimo contraído no BES no valor de três milhões de dólares, cerca de 2,38 milhões de euros (câmbio de ontem).
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