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Correio da Manhã

Economia

Roupa apreendida

AInspecção-Geral das Actividades Económicas (IGAE) e a Direcção Distrital de Finanças de Braga desencadearam ontem na cidade uma operação conjunta em lojas chinesas, visando o controlo de artigos de origem asiática, tendo resultado na apreensão de cinco mil artigos no valor comercial de 26 mil euros, revelou ao CM Fátima Araújo, da IGAE/Norte.
17 de Maio de 2005 às 00:00
Lojas chinesas na mira
Lojas chinesas na mira FOTO: Sérgio Freitas
Na inspecção a 10 lojas foram constatadas 20 infracções, duas das quais a nível de fraudes, pelo que serão comunicadas ao Ministério Público a fim de prosseguir com os procedimentos criminais.
O trabalho iniciou-se de manhã, na Avenida da Liberdade, visando cinco das 23 lojas de chineses de Braga, entre elas a ‘Cheio-Cheio’, a mais recente.
Ao longo do dia, a IGAE foi vistoriando as lojas, enquanto inspectores das Finanças visavam o controlo da contabilidade. A prioridade da IGAE eram as etiquetas de vestuário, porque têm de referir em português a composição (nem que seja à mão). Num dos casos, a verdadeira etiqueta estava sobreposta por uma falsa dizendo “100 por cento seda”.
A clientela, que a meio da manhã já enchia uma das lojas, era atraída pelos baixos preços. Nos últimos anos milhares de chineses instalaram-se no País, oferecendo produtos baratos em estabelecimentos modernos. O SEF estima em nove mil os chineses em Portugal, mas a Liga dos Chineses refere 15 mil. Fátima Araújo referiu ao CM “não estar em causa a comunidade chinesa, mas um conjunto de normas que têm de ser cumpridas”, pelo que as inspecções vão continuar em todo o País.
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